Supremo Tribunal: a democracia em julgamento — Por Kakay
“A luz do sol é o melhor detergente.” Louis Brandeis, juiz da Corte Suprema dos EUA É estarrecedora a revelação, que só se deu por causa da disponibilização do sigilo no caso Master, que desde 22 de julho tem um inquérito que investiga suposta lavagem de dinheiro, corrupção e outros possíveis crimes no financiamento do filme Dark Horse junto ao Banco Master e o investigado direto é o senador Flávio Bolsonaro.
Esta investigação estava em sigilo até a noite de sexta-feira, dia 11 de setembro.
Após inúmeras denúncias de que estava havendo uma proteção ao grupo bolsonarista e ao candidato Flávio Bolsonaro, acusações de seletividade na retirada do sigilo no caso Master, o sigilo foi retirado.
Isto depois de vazamentos criminosos e dirigidos que sempre se dão contra pessoas ligadas ao candidato Lula.
Há meses, pessoas ligadas ao PT e ao campo democrático e progressista ardem em praça pública.
É natural que em um inquérito ocorra um cuidado para não vazar, para o investigado, dados que possam atrapalhar a investigação.
Mas o que estamos acompanhando é uma outra questão.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal, é um ministro acima de qualquer suspeita e fez um pedido que parece óbvio: requereu ao presidente Edson Fachin que seja disponibilizado o acesso integral aos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
É evidente que todos os ministros da Corte devem ter acesso a todos os dados e aos relatórios da Polícia Federal.
Não é possível imaginar que o julgamento do dia 15 de setembro se dê sem que todos os ministros tenham acesso a absolutamente tudo que possa influenciar na tomada de decisão para o voto.
Seria extremamente temerário ir para o julgamento sem conhecer os fatos na sua totalidade.
Afinal, em princípio, a previsão é que a Corte no seu plenário analise algumas questões sérias levantadas contra o ministro Alexandre de Moraes.
Mas é relevante ressaltar que o decano, ministro Gilmar Mendes, requereu na sexta-feira que a Corte avalie também as acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes contra Andre Mendonça.
Parece óbvio que é impossível decidir somente em relação aos atos do ministro Alexandre de Moares, afinal o próprio ministro já deixou claro que trará ao plenário questões relativas, pelo menos, a um outro ministro.
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