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Por que a resposta a vacinas varia de pessoa para pessoa?

Galileu ·
Por que a resposta a vacinas varia de pessoa para pessoa?

Um novo estudo publicado na revista científica Cell Press Blue investigou uma questão persistente na imunologia: por que nem todas as pessoas têm respostas imunológicas às vacinas? Acontece que, antes mesmo da vacina entrar no seu corpo, o sistema imunológico já pode possuir pistas em relação à intensidade da resposta.

Isso foi descoberto pelos pesquisadores da ASU (Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos) após analisarem os anticorpos – estes retirados de 8.687 amostras de sangue de 4.089 pessoas – contra 185 antígenos.

Frente à quantidade de dados e informações para serem observadas, a equipe decidiu utilizar a IA (inteligência artificial) para analisar padrões em amostras coletadas antes e depois da imunização contra a Covid-19.

Esse processo se deu pela identificação de “assinaturas de anticorpos” (o que passaremos a chamar de “biomarcadores”) que ajudaram a distinguir pacientes com forte resposta à vacina daqueles com resposta fraca.

É essa subversão tomada pela pesquisa que a tornou ainda mais interessante.

Afinal, ao invés de medir se o sistema imunológico produziu anticorpos após a vacinação, a equipe da ASU buscou saber se padrões já presentes no sangue poderiam prever as respostas antes.

Para isso, fatores como idade, sexo, genética, doenças prévias e condições de saúde foram levados em consideração.

O objetivo é que os cientistas, com o auxílio da tecnologia, consigam prever quem provavelmente responderá bem a uma vacina mesmo antes de a receber.

“Isso sugere que algumas pessoas podem estar mais preparadas imunologicamente do que outras”, disse Joshua LaBaer, da ASU, em comunicado.

O que o estudo descobriu? Além de incluírem o SARS-CoV-2 como um dos antígenos testados, os pesquisadores também selecionaram outros vírus e bactérias associados a doenças autoimunes.

Não à toa, entre os participantes, havia pessoas com doenças ou tratamentos relacionados à supressão imunológica, como HIV, mieloma múltiplo, transplantes e cânceres.

A partir disso, eles descobriram que vários participantes imunossuprimidos eram mais propensos a apresentar respostas atenuadas à imunização contra a Covid-19.

Em teoria, isso quer dizer que, pessoas com condições que comprometem o sistema imunológico geralmente apresentam maior risco de respostas mais fracas, mas, o que foi observado na pesquisa foi que alguns pacientes com esse mesmo perfil apresentaram respostas fortes.

Cerca de 5% a 6% dos participantes saudáveis da competição apresentam respostas fracas à vacinação Cell Press Blue Também foi descoberto que níveis mais elevados de certos anticorpos – estando estes já presentes no organismo antes da vacinação – estavam associados a respostas mais fortes à vacina contra a Covid-19.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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