Paris tenta apagar da paisagem seu prédio mais odiado, mas enfrenta impasse: o custo
PARIS — “A melhor vista de Paris é a do alto da Torre Montparnasse, porque dali não se vê a própria torre”.
Registrada pelo jornal Le Monde em 1990, uma anedota ajuda a explicar a reputação de um edifício de 210 metros de altura frequentemente apelidado como um dos mais odiados da capital francesa.
Inaugurada em 1973, a torre tem 59 andares e cerca de 120 mil metros quadrados.
Foi o edifício mais alto da França por 38 anos, até ser superada pela Tour First, no distrito empresarial de La Défense, em 2011.
A rejeição dos moradores não é gratuita.
Concebida como símbolo de modernidade e expansão dos escritórios, o prédio acabou se tornando um exemplo controverso de arquitetura de grande escala em uma cidade conhecida por seus edifícios relativamente baixos, de tons quase monocromáticos.
A rejeição se tornou parte de sua identidade.
Os milhões de turistas que visitam a cidade todos os anos disputam espaço no Trocadero para registrar imagens da Torre Eiffel a partir de um de seus ângulos mais famosos.
A fachada escura da Montparnasse é frequentemente registrada imediatamente à esquerda ou alinhada bem atrás.
Localizada no 15º arrondissement de Paris, ao lado da estação ferroviária Gare Montparnasse, o prédio está a menos de 3 quilômetros da Torre Eiffel, também na margem esquerda do Sena. (Foto: Tourmontparnasse56 / Divulgação) “Apagar” custa caro Tamanha a rejeição, somada a aspectos de defasagem do projeto original, que inclua até amianto na estrutura, levou a um caminho óbvio: uma reforma completa.
Mas a solução não ficou tão simples, muito menos barata.
O projeto apresentado pelo coletivo de arquitetos Nouvelle AOM, escolhido em 2017, pretendia mudar tanto a aparência quanto os usos da torre.
A fachada escura daria lugar a uma superfície de vidro mais clara e reflexiva, com melhorias de eficiência energética.
O plano também previa ampliar a base do edifício, incorporar terraços arborizados e instalar uma estufa agrícola no topo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.