Inmet prevê El Niño mais intenso em novembro e lista riscos para a agricultura
As últimas projeções feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que os efeitos do fenômeno climático El Niño devem se intensificar no mês de novembro.
O predomínio será de chuvas acima da média histórica na região Sul e nos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, e em algumas áreas da região Norte.
Enquanto isso, é esperada uma precipitação abaixo do normal em grande parte da porção centro-norte do Brasil.
Para a Região Norte, é esperado predomínio do padrão de irregularidade das chuvas.
Acumulados abaixo da média podem ocorrer principalmente nos estados do Pará, Tocantins, e Roraima, porção central do Acre, Leste Rondoniense e, Norte e Sudoeste do Amazonas.
Além disso, são previstos totais de chuva próximos ou acima da média na porção oeste do Acre e do Amazonas, assim como, em Madeira Guaporé (RO) e no Norte do Amapá.
Leia também Super El Niño: JPMorgan vê risco climático subestimado e cita vencedores e perdedores Possível “super El Niño” pode elevar a inflação, pressionar o agronegócio e criar vencedores e perdedores entre ações brasileiras em 2027, diz o banco Em relação à Região Nordeste, o Inmet diz que os volumes de chuva devem permanecer, em sua maioria, abaixo da faixa normal para o mês de novembro.
São esperados acumulados próximos à climatologia no Ceará, Rio Grande do Norte e em áreas da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
Por outro lado, entre o litoral da Bahia e o interior do Nordeste, são previstos déficits nos acumulados de chuva, principalmente entre os estados do Maranhão e da Bahia.
Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica chuva acima da média histórica no Sudoeste do Mato Grosso do Sul e em parte do Norte do Mato Grosso.
As condições de chuva abaixo da média climatológica vão se concentrar no Noroeste do Mato Grosso, no Norte de Goiás e no Distrito Federal.
A previsão para a Região Sudeste é de irregularidade na distribuição das chuvas.
Os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, tendem a apresentar acumulados abaixo da média climatológica.
Em São Paulo, são esperados acumulados de chuva mais expressivos, principalmente entre Assis e Itapetininga.
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