Fim dos puxadores de votos? Entenda a reforma eleitoral discutida por Hugo Motta
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), está reunido com líderes parlamentares nesta quarta-feira (28) para discutir a possibilidade de propor uma reforma política no processo eleitoral para vagas no legislativo.
A iniciativa prevê substituir o atual sistema proporcional pelo voto distrital misto, com uma etapa de transição nas eleições de 2030.
A previsão discutida entre líderes partidários é que o novo modelo seja implementado integralmente em 2034.
A articulação avançou após uma reunião de Motta com dirigentes do PP, União Brasil, PSD, MDB, Republicanos, Podemos, PSDB e Cidadania.
O presidente da Câmara também pretende negociar o texto com partidos de esquerda e com o PL, que saiu fortalecido das eleições deste ano.
Para se alterar o sistema eleitoral brasileiro, será necessário aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição, que deverá ser validada pela Câmara e pelo Senado.
Sem a necessidade de promulgação por parte do presidente em vigor.
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O PL conquistou 121 cadeiras na Câmara e se tornou o maior partido da Casa, enquanto legendas do Centrão perderam espaço.
Pelo modelo atual, os votos recebidos por uma legenda ou federação são considerados na distribuição das cadeiras.
Isso permite que o desempenho de candidatos muito populares contribua para ampliar a representação partidária.
Segundo o Estadão , dirigentes do Centrão discutem alternativas para reduzir esse efeito, observado em candidaturas com forte presença nas redes sociais, como as de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).
Como funciona o sistema atual? Hoje, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional.
O sistema proporcional mistura a quantidade de votos a cada deputado e a votação que cada partido recebe para determinar a quantidade de cadeiras conquistadas.
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