Suinocultura de MS chega a 2,3 milhões de abates e mira novos mercados
A suinocultura de Mato Grosso do Sul chega ao segundo semestre de 2026 com 2,34 milhões de suínos abatidos entre janeiro e julho e um plantel de aproximadamente 152 mil matrizes.
Em meio à expansão da atividade, produtores e representantes da cadeia produtiva se reúnem nesta quinta-feira (17), em Dourados, para discutir os próximos passos do setor, que passam por mão de obra, mercado, financiamento, tecnologia e aproveitamento dos resíduos gerados nas granjas.
Os temas estão no centro do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, promovido pela Asumas (Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores), iniciado nesta manhã no auditório da Unigran.
O encontro chega à oitava edição com discussões sobre inovação, sustentabilidade, gestão de pessoas, biometano, fertirrigação, carbono, mercado e Plano Safra.
A produção está concentrada em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
Entre os principais municípios produtores estão Glória de Dourados, Dourados, Jateí, São Gabriel do Oeste e Brasilândia.
Parte da produção sul-mato-grossense abastece o mercado fora do Brasil.
Entre os principais destinos das vendas externas estão as Filipinas, responsáveis por 23,9% do total informado, seguidas pela Argentina, com 19,7%, e pelo Uruguai, com 9,7%.
Além do desempenho da produção e das possibilidades de ampliação do mercado, um dos desafios que entram na pauta do Fórum é encontrar e manter trabalhadores qualificados nas granjas.
A preocupação acompanha a transformação da atividade, que incorpora tecnologias e exige profissionais cada vez mais especializados.
A discussão prevista para o encontro envolve formas de atrair novos trabalhadores, qualificar as equipes que já atuam no setor e criar perspectivas de crescimento profissional.
Para os produtores, a disponibilidade de mão de obra preparada passou a ter impacto direto sobre a produtividade e a capacidade das propriedades de incorporar novas tecnologias.
Presidente da Asumas, Renato Spera afirma que o debate sobre o futuro da atividade não pode ficar restrito aos investimentos em equipamentos e estrutura.
“O Fórum é um dos momentos mais importantes do nosso calendário porque nos permite reunir diferentes atores da cadeia para falar sobre o presente e, principalmente, sobre o futuro.
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