Mastercard amplia atuação em B2B e lança solução voltada a agências de turismo
A Mastercard anunciou uma nova solução para o setor corporativo, a Mastercard Wholesale Program (MWP).
Voltada a agências de turismo ( B2B Travel ), ela tem como proposta facilitar o fluxo de pagamento internacional feito a companhias aéreas e hotéis.
Por ora, a plataforma só é oferecida pelo Citibank .
Segundo a empresa de cartões, o setor de viagens corporativas sofre com os altos custos operacionais e as variações cambiais, além de precisar se equilibrar às especificidades de cada parceiro, como moedas e ciclos de faturamento, e aos riscos de fraude e segurança.
Para automatizar essas transações, a MWP conta com a tecnologia dos cartões virtuais (VCNs, na sigla em inglês) e se baseia em três pilares: Otimização cambial: a liquidação do pagamento pode ser feita em mais de 30 moedas com tarifas previsíveis e custos fixos; Reconciliação automatizada: como os VCNs mudam de numeração à cada transação e, com base nisso, é possível identificar para quem foi realizado o pagamento automaticamente; Segurança e controle: por serem cartões de uso único, as agências podem limitar os valores, além do prazo de expiração e onde eles podem ser usados.
Mastercard B2B e o Brasil A MWP faz parte de um processo de reestruturação da vertical B2B da Mastercard.
Recentemente, a bandeira de cartões anunciou o Mastercard Move, uma iniciativa que habilita as emissoras a ofertarem o pagamento cross-border B2B dentro do aplicativo do banco.
As instituições também têm acesso à Small Business Credit Analytics, uma ferramenta que analisa mais de cem métricas distintas – sobretudo de fluxo de caixa – e auxilia na tomada de decisão sobre conceder ou não crédito ao pequeno e médio empreendedor.
Para garantir que as funcionalidades operem adequadamente e de forma nativa, a Mastercard vem formando parcerias com sistemas ERPs.
No caso das grandes companhias, Oracle e SAP serão as responsáveis, enquanto a Omie atenderá as PMEs.
Marcelo Tangioni, CEO da Mastercard no Brasil, destacou que embora o país seja um dos mais avançados em pagamento eletrônico, quando se trata do público corporativo o avanço tem sido mais lento.
De acordo com ele, apenas 9% do volume transacionado via cartões vem de pessoas jurídicas, percentual pequeno perto dos US$ 750 bilhões que as empresas transacionam fora do sistema de cartões.
Dados apresentados por Walter Pimenta, vice-presidente executivo de B2B, revelam que cerca de 95% das empresas no Brasil são pequenas ou médias e elas são as que mais usam o cartão de crédito.
“Elas veem os 30 dias de liquidação da fatura como um meio de acesso a capital de giro”, explicou em evento realizado nesta segunda-feira, 24, em São Paulo.
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