Bolsa estanca sangria, mas incerteza fiscal desafia quarto mandato de Lula
Após o tombo histórico na véspera, o mercado aproveitou a sessão desta terça-feira (27) para corrigir exageros e tentar encontrar um novo ponto de equilíbrio.
A bolsa operou em zigue-zague durante boa parte do dia, mas na reta final acabou perdendo fôlego.
Se, por um lado, os investidores aproveitaram os preços descontados para ir às compras em papéis de consumo, por outro, a queda nas cotações das commodities e o recuo do dólar puxaram para baixo gigantes como Vale e Petrobras.
O Ibovespa caiu 0,5%, aos 175.710 pontos, ampliando as perdas na semana para 14,3%.
Em outubro, o índice cai 5,7%.
No ano, sobe 9%.
A dinâmica das ações escancarou a busca pontual por barganhas após os excessos da véspera.
Entre as dez companhias que lideraram as maiores perdas na sessão de ontem, com tombos que variaram de 38% a 58%, apenas cinco conseguiram engrenar alguma recuperação.
Papéis como Magazine Luiza, Hapvida, Vamos, C&A Modas e Assaí ensaiaram uma retomada acompanhando a trégua nos juros futuros.
Os ganhos de hoje, contudo, passam longe de estancar as feridas da véspera, servindo mais como um ajuste de curto prazo de investidores em busca de papéis descontados do que como uma mudança sustentável de tendência.
As companhias exportadoras, que ontem remaram contra a maré e funcionaram como um escudo de proteção contra o pânico, tiveram um desempenho bem mais discreto hoje.
E a queda das commodities lá fora foi um outro fator que pesou sobre os pesos-pesados da bolsa.
O recuo do minério de ferro tirou o fôlego da Vale e das siderúrgicas, enquanto a baixa do petróleo empurrou as ações da Petrobras para baixo.
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