Por que o Brasil não tem terremoto de grande magnitude?
A sequência de fortes terremotos que atingiu a Colômbia e voltou a chamar atenção para uma questão que costuma rondar os brasileiros: por que países vizinhos registram grandes terremoros enquanto o Brasil raramente enfrenta esses desastres naturais? A resposta está principalmente na posição geológica do território brasileiro.
O país fica praticamente no centro da Placa Sul-Americana , longe das áreas onde placas tectônicas se encontram e entram em choque.
É justamente nessas regiões de contato que acontecem alguns dos terremotos mais intensos do planeta.
Isso não significa, porém, que o Brasil seja completamente livre de terremotos.
Leia também: Terremoto mais forte do século na Colômbia já contabiliza 132 mortos; Lula oferece ajuda do Brasil Brasil também registra tremores Dentro da Placa Sul-Americana existem antigas falhas e fraturas geológicas que podem acumular tensão e, eventualmente, liberar energia na forma de tremores.
Esses eventos são chamados de sismos intraplaca .
Em geral, eles apresentam magnitudes menores do que os terremotos registrados nas bordas das placas.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os tremores brasileiros são normalmente de baixa a moderada magnitude e ocorrem em diferentes regiões do território.
O Centro de Sismologia da USP, por exemplo, registrou uma sequência de três terremotos na região de Tucuruí (PA) em junho de 2026, mostrando que a atividade sísmica também existe dentro do território brasileiro.
A situação é diferente nos países localizados próximos às bordas da Placa Sul-Americana.
Na região oeste do continente, a interação com outras placas provoca uma atividade tectônica muito maior.
Foi o que ficou evidente nos terremotos recentes.
Em junho, dois fortes tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela e foram sentidos em diferentes cidades brasileiras, principalmente na Região Norte.
O epicentro estava próximo à costa do Caribe, no estado venezuelano de Carabobo.
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