Delegado aponta omissão de socorro e lesão corporal por envolvidos no caso do espancamento de Cláudio Rafael
Polícia ouvirá mais 5 depoimentos em investigação de espancamento de Cláudio Rafael Um homem e uma mulher que foram prestar depoimento nesta terça-feira (25) sobre o espancamento que terminou com a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, podem responder por omissão de socorro e lesão corporal.
Um deles, filho de um comerciante que contratou o serviço clandestino de seguranças em Copacabana, chegou por volta das 14h40.
Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), o homem viu as agressões e não fez nada para impedir: “Ele não impede, ele não tenta nem impedir aquele linchamento, ele não aciona a polícia, não toma qualquer tipo de atitude e ele está sendo investigado pelo crime de omissão de socorro”, afirmou Lages.
Outro depoimento foi o da mulher que entregou o porrete usado pelo segurança Davi Santos Machado, preso pelo crime.
Segundo o delegado, ela pode responder por lesão corporal ao ter repassado a arma utilizada na agressão.
As pancadas contra a vítima já aconteceram na Rua Barata Ribeiro.
“A princípio a gente entende que ela pode ser indiciada pelo crime de lesão corporal, porque ali naquele primeiro momento, quando ela entrega o porrete, ele desfere seis pancadas na vítima ali na [Rua] Barata Ribeiro”, diz o delegado.
O titular da 12ª DP afirmou ainda que espera identificar em breve o homem que chuta Rafael durante a sessão de espancamento.
Segundo ele, o homem sai de um carro para dar o chute na cabeça da vítima já caída.
“Ele chega até o local, desfere um chute na cabeça da vítima, em seguida ele sai e volta para o interior do veículo, a gente está captando mais imagens para que a gente possa, de fato, qualificá-lo e representar também pela prisão dele”, afirmou.
Novos depoimentos A 12ª DP (Copacabana) ouviu nesta terça-feira (25), novos depoimentos no inquérito que investiga o espancamento e a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos.
Foram ouvidos comerciantes que contrataram o serviço de segurança clandestino prestado por Davi e Jorge Luiz Ricardo Dias, além de dois dos três novos suspeitos de envolvimento nas agressões identificados pela polícia nesta segunda-feira (24).
Entre os novos depoentes estão um homem que aparece nas imagens acompanhando as agressões e uma funcionária de um bar que entregou o porrete usado por Davi para agredir Rafael.
Também foi identificado o chefe da segurança que contratou Davi e Jorge, que deverá prestar depoimento posteriormente.
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