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Novo programa para dívidas pode ajudar bancos, mas também traz incentivo “negativo”

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Novo programa para dívidas pode ajudar bancos, mas também traz incentivo “negativo”

O novo programa de renegociação de dívidas estudado pelo governo tem potencial para beneficiar bancos e consumidores no curto prazo, mas também levanta preocupações sobre seus efeitos para a disciplina do crédito no longo prazo.

Segundo avaliação do UBS BB, a proposta, cujos detalhes ainda não foram divulgados, prevê a compra de carteiras de dívidas em atraso com desconto.

Na prática, a medida criaria um novo comprador para créditos problemáticos mantidos pelos bancos, oferecendo uma alternativa para ativos com baixa perspectiva de recuperação.

Para as instituições financeiras, o principal benefício seria monetizar créditos considerados difíceis de recuperar.

Segundo Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco, a medida permitiria transformar parte dessas perdas em recebimentos efetivos, além de reduzir custos de cobrança e liberar recursos para novas operações.

“Para os bancos, o principal benefício é transformar créditos de difícil recuperação em algum recebimento efetivo”, afirma.

Leia também: O guia definitivo para quem quer limpar o nome e quitar as dívidas O programa também poderia facilitar a reinclusão financeira de consumidores negativados, permitindo o retorno ao mercado formal de crédito.

Contudo, como grande parte dessas dívidas já é antiga e, em muitos casos, provisionada pelos bancos, o impacto sobre os indicadores de inadimplência pode ser menor do que o efeito financeiro da recuperação desses valores.

Na avaliação de Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a medida funcionaria mais como uma “limpeza de estoque” de créditos problemáticos.

O principal alerta está no chamado moral hazard.

O termo é usado para descrever situações em que agentes passam a assumir mais riscos porque acreditam que não arcarão integralmente com as consequências de suas decisões.

No caso do programa, o risco é que renegociações frequentes e com descontos elevados levem alguns devedores à percepção de que vale a pena atrasar pagamentos e esperar por um futuro perdão ou refinanciamento.

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Caso programas com descontos muito elevados se tornem recorrentes, pode surgir a percepção de que atrasar pagamentos e esperar uma futura renegociação é economicamente vantajoso”, afirma Friggi.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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