Medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil
Tafenoquina é considerada um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS; foi incluída no tratamento de mais de 33.000 pessoas até junho deste ano
O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%. Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional no mesmo período representam um recuo de 15% em relação a 2024 e são o menor número desde 1978.
“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história” , disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha , na 2ª feira (17.ago.2026), após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de MedTrop (Medicina Tropical), em Brasília.
Os números resultam do início da oferta da tafenoquina no SUS (Sistema Único de Saúde), usado em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária, como também, com a ampliação do diagnóstico, além da oferta de testes e tratamento adequado.
A tafenoquina, considerada pelo ministério como um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS, foi incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais. O medicamento usado em dose única tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar.
Até junho de 2026, a tafenoquina foi incluída no tratamento de mais de 33.700 pessoas. Entre os pacientes, 3.920 dos tratamentos foram registrados em DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas).
“ [Em 2025] tivemos redução de mais de 40% de redução em terra indígena, mais de 40% de malária em áreas de assentamento rural e em assentamentos na região amazônica brasileira, que é uma das maiores em incidência de casos de malária. O Brasil passa a ser o 1º país do mundo a incorporar a tafenoquina, que é uma nova medicação para o tratamento da malária” , declarou o ministro.
Conforme os dados do Ministério da Saúde, no DSEI Yanomami 1.515 pessoas receberam tratamento com o medicamento. Segundo o Ministério da Saúde, de março a junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025.
De janeiro a julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo o ministro, o território Yanomami foi a primeira área indígena em que foi aplicado o medicamento no tratamento contra a malária.
“Conseguimos felizmente interromper o verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami. Tivemos redução de mais de 50% nos casos de malária no território Yanomami e mais de 70% nos óbitos por malária. Isso não só com as ações combinadas contra a malária, mas com a recuperação nutricional daquele povo” , disse Padilha.
A tafenoquina também está disponível em uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos, desde março de 2026.
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