Goldman Sachs vê Ibovespa aos 215 mil pontos após 2º turno – e aponta em quais ações ficar de olho
O Goldman Sachs vê espaço para novas altas da Bolsa brasileira após o primeiro turno das eleições presidenciais, caso as expectativas de uma política econômica mais favorável ao mercado se traduzam em medidas concretas.
O banco mantém a projeção de 215 mil pontos para o Ibovespa (IBOV) , mas estima que o índice pode alcançar 225 mil pontos em um cenário de queda adicional dos juros de longo prazo .
Desde a votação de 4 de outubro, o Ibovespa subiu cerca de 8% , enquanto o ETF MSCI Brazil (EWZ), negociado nos Estados Unidos, avançou quase 15% em dólares.
Segundo o Goldman, aproximadamente 85% da alta do índice brasileiro é explicada pela queda dos juros de longo prazo.
Apesar da recente valorização, o banco avalia que ainda há espaço para ganhos , especialmente se o próximo governo apresentar um plano fiscal crível, capaz de reduzir o prêmio de risco do país e abrir caminho para taxas de juros menores.
No cenário base, a instituição mantém a meta de 215 mil pontos para o Ibovespa, considerando crescimento do lucro por ação de 30% em 2026 e de 5% em 2027, além de um múltiplo preço/lucro de 9,5 vezes .
Caso os juros locais de dez anos recuem mais 1 a 1,2 ponto percentual, o índice poderia alcançar 225 mil pontos, com expansão do múltiplo para 10,1 vezes.
Small caps e ações cíclicas estão entre as oportunidades Para capturar uma eventual continuidade da alta, o Goldman recomenda atenção às ações mais sensíveis aos juros, às small caps e a empresas cíclicas ligadas à economia doméstica.
Entre os segmentos destacados estão os setores financeiro — incluindo bancos e mercado de capitais — e de construção civil.
A lógica é que juros menores reduzem o custo de financiamento, favorecem a atividade econômica e podem estimular o consumo e os investimentos.
Esse cenário também pode impulsionar revisões positivas das projeções de lucro das empresas.
As small caps e as ações sensíveis aos juros já avançaram entre 15% e 25% desde o primeiro turno, segundo o banco.
Ainda assim, o Goldman vê espaço para novas altas caso a agenda econômica se confirme.
A instituição, porém, faz uma ressalva: empresas muito alavancadas e com balanços frágeis podem continuar vulneráveis a revisões negativas de lucro caso a atividade econômica perca força.
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