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Família de garoto que matou mãe em Portugal buscou autoridades por meses

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Família de garoto que matou mãe em Portugal buscou autoridades por meses

A família do adolescente de 15 anos que matou a mãe com um mata-leão em Portugal buscou as autoridades portuguesas e brasileiras mais de uma vez para denunciar que os dois filhos de Gabriela Barbosa, 33, não viviam sob condições adequadas no país.

As denúncias foram escritas pela família paterna do adolescente após o próprio garoto buscar uma familiar pedindo ajuda. O UOL teve acesso a uma série de emails enviados à polícia portuguesa, ao Itamaraty e aos órgãos de proteção à criança da cidade de Oeiras, onde o adolescente morava com a mãe e a irmã.

Os alertas da família paterna às autoridades começaram em 18 de abril. Naquela ocasião, o primeiro email enviado ao Núcleo de Infância e Juventude de Oeiras descrevia que os dois filhos ficavam sem supervisão direta dos pais em casa, já que o pai deles estava preso e a mãe se ausentava com frequência. O homem está preso preventivamente em Portugal desde o dia 25 de abril de 2025 por violência doméstica contra Gabriela.

Ao longo dos meses, os relatos de negligência evoluíram e o adolescente teria reportado agressões e ameaças por parte de Gabriela. "Há registros em que ela faz afirmações que me causam profunda preocupação relativamente à segurança física e emocional dos filhos", diz trecho de outro email, enviado em julho ao Ministério Público em Portugal.

Como resposta aos chamados, assistentes sociais de Oeiras tiveram uma reunião virtual com a família do adolescente. "Falaram que ele estava doente, que não tinha controle emocional sobre os próprios sentimentos, que não queria estudar. Mas não teve nenhum tipo de resolução proposta ao caso, por isso que chegou onde chegou", contou uma familiar ao UOL.

Adolescente também procurou a polícia para denunciar maus-tratos e violência doméstica. Ele também telefonou algumas vezes para cobrar o andamento da investigação, mas ouviu dos policiais que só poderia registrar a queixa acompanhado de uma pessoa maior de 18 anos.

Retorno foram lentos e ineficientes, segundo a família paterna. Apenas em julho, a Polícia de Segurança Pública de Portugal respondeu a um dos emails enviados pela família afirmando que aguardavam um parecer da Justiça sobre o caso. "Ele implorava por ajuda. Eu já previa uma desgraça", afirmou uma familiar do adolescente. Ao UOL , a mulher disse que vê o adolescente como alguém "adoecido por tudo o que vivenciou".

Quando procurou as autoridades, o adolescente afirmou qu e a irmã de quatro anos era vítima de negligência e agressões em casa. Em uma das últimas mensagens enviadas a uma tia antes do crime, o adolescente disse que estava "otimista" porque a polícia tinha respondido à solicitação e enviado o caso ao Ministério Público.

A Polícia de Segurança Nacional de Portugal afirmou, em nota enviada ao UOL, que foi acionada em diversas ocorrências envolvendo a família e que sempre comunicou a situação a entidades competentes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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