Como o PL se consolidou na base do governo estadual para as eleições de 2026 em MS
Mapa político de MS: como os partidos se distribuem nas principais cidades em 2026 O Partido Liberal (PL) deixou de ocupar uma posição secundária na política de Mato Grosso do Sul para se tornar uma das principais forças da coalizão que sustenta o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição em 2026.
O crescimento da legenda no estado não ocorreu por um avanço eleitoral isolado, mas por uma reorganização do grupo político que comanda o estado desde 2015, liderado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado, e pela senadora Tereza Cristina (PP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A reconfiguração política teve origem nas eleições de 2022.
Naquele ano, Riedel, então secretário de Infraestrutura do governo Reinaldo Azambuja, foi eleito governador por uma ampla coligação formada por PSDB, PP, PL, Republicanos, PDT, PSB e Cidadania.
Embora o PL já integrasse a aliança, o protagonismo político permanecia concentrado no PSDB, partido que governava Mato Grosso do Sul havia oito anos sob a liderança de Azambuja.
Quatro anos depois, o cenário é outro.
Nas eleições de 2026, o PL integra a coligação encabeçada por Riedel ao lado da federação União Progressista, da federação PSDB-Cidadania, MDB, Republicanos e Avante, formando a maior aliança partidária do estado.
O g1 acompanha os bastidores do cenário político e ouviu especialistas para entender como o mapa eleitoral sul-mato-grossense foi redesenhado nos últimos anos.
Estratégia nacional impulsionou crescimento do PL Para o professor e cientista político Daniel Estevão, o fortalecimento do PL em Mato Grosso do Sul está diretamente ligado a uma estratégia nacional conduzida pela direção da legenda.
"O partido alcançou quase 100 deputados federais nas últimas eleições.
Esse crescimento ocorreu às custas de partidos da direita e do centro-direita, entre eles o PSDB", avalia.
Na análise do cientista político, a mudança do grupo liderado por Azambuja para o PL foi influenciada por esse novo equilíbrio de forças.
"Azambuja, Riedel e seus aliados sabiam que esta eleição seria muito mais difícil no PSDB do que no PL.
O partido tem mais recursos para distribuir e ainda conta com Bolsonaro, que continua sendo um importante cabo eleitoral em Mato Grosso do Sul", afirma.
Reorganização política Até as eleições municipais de 2024, o PL ainda não ocupava posição central no grupo político que comandava o estado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.