INSS libera consignado sem biometria — e acende alerta sobre fraudes
O Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS) liberou a contratação de empréstimo consignado por aposentados e pensionistas que não têm biometria facial registrada nas bases do governo federal, com desconto direto na folha de pagamento do benefício.
Aumento da idade mínima, BPC menor, capitalização: As mudanças propostas por especialistas em Previdência A liberação está na Instrução Normativa nº 213, publicada no Diário Oficial da União.
Pela nova regra, esse grupo passa a autorizar a operação pelo aplicativo Meu INSS com login Gov.br e com dados da conta bancária do beneficiário.
Assinada pela presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, a medida mexe em um requisito criado em maio deste ano, que condicionou à liberação de crédito consignado a autorização do próprio titular do benefício no Meu INSS por meio da biometria facial.
Em nota enviada ao GLOBO, o INSS afirmou que a instrução normativa “regulamenta a contratação de empréstimos consignados por beneficiários do INSS que não possuem biometria facial registrada nas bases governamentais”.
Perguntado sobre quantos segurados estão nessa situação hoje, a autarquia não respondeu.
Segundo o instituto, o beneficiário poderá autorizar a operação pelo Meu INSS com acesso por meio de dados bancários.
A norma já está em vigor desde sua publicação na última quarta-feira (dia 19).
A biometria facial segue valendo.
Por meio de um retrato tirado no aplicativo Meu INSS, a autarquia verifica se a pessoa que aparece diante da câmera corresponde às imagens que constam no cadastro oficial do titular do benefício.
As imagens usadas pelo governo são alimentadas principalmente pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e pelo cadastro biométrico da Justiça Eleitoral.
A volta da liberação do consignado sem a biometria facial se explica pelo fato de que não existem fotos que ajudem na verificação da identidade dos beneficiários que nunca tiraram a carteira de motorista ou fizeram o recadastramento biométrico no cartório eleitoral.
Nesses casos, o segurado ficava impedido de autorizar o crédito mesmo querendo contratá-lo.
Leia também Como começar pé-de-meia aos 50 anos? Veja como reorganizar contas, construir reserva de emergência e investir para aposentar Segurança da medida é questionada Para o advogado Rômulo Saraiva, especialista em direito previdenciário, a flexibilização caminha na direção oposta ao discurso que o próprio INSS adotou nos últimos anos: — É um retrocesso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.