Insônia: remédio que promete risco menor de dependência chega ao Brasil; saiba preço
Um novo medicamento para o tratamento de insônia que se apresenta como uma opção “sem evidências de risco de dependência” deve chegar ao mercado brasileiro ainda neste semestre.
Trata-se do lemborexante, de nome comercial Dayvigo, que tem um mecanismo de ação focado em promover a transição para o sono de forma mais parecida com o padrão natural .
O medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril do ano passado.
Em estudos de fase 3, demonstrou ser eficaz em pacientes com dificuldades de adormecer e manter o sono não só em relatos, mas em exames de polissonografia .
“O novo medicamento consiste em uma opção a ser disponibilizada para a insônia, uma condição que afeta a qualidade vida e predispõe a comorbidades físicas e mentais, que se mostrou eficaz tanto para o início quanto para a manutenção do sono”, disse, em informe sobre o registro, a Anvisa.
A vinda do remédio para o Brasil é resultado de uma parceria entre a companhia japonesa Eisai Laboratórios, detentora do registro, e a brasileira Eurofarma, que será responsável pela distribuição e venda no país.
O preço de lançamento será de, aproximadamente, R$ 200 .
Continua após a publicidade No Brasil, segundo a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde , três em cada dez brasileiros (31,7%) têm sintomas de insônia.
Como o remédio funciona Descoberto pela Eisai, o lemborexante é uma molécula que inibe a orexina, neurotransmissor ligado ao estado de alerta e vigília .
Ao se ligar aos seus receptores, ajuda a dormir e a manter o sono durante a noite.
Em um estudo que comparou intervenções com medicamentos em adultos com insônia, publicado no periódico The Lancet em 2022, o lemborexante entrou para o grupo de remédios que demonstrou benefícios em tratamentos prolongados, como períodos acima de três meses.
Continua após a publicidade “Estudos realizados com adultos e idosos também demonstraram que o lemborexante não está associado a efeitos residuais matinais clinicamente relevantes, como redução da estabilidade postural ao despertar ou prejuízo da capacidade de dirigir pela manhã.
Adicionalmente, o medicamento não compromete a capacidade de despertar em resposta a estímulos sonoros”, disse, em nota, a Eurofarma.
Um ponto destacado no anúncio da chegada da medicação é o fato de que ela não desencadeou sintomas de abstinência quando o tratamento foi interrompido.
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