Homem que caiu do 14° andar queria fugir de novas agressões, diz MP
Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, tentava escapar das agressões e torturas quando caiu do 14º andar , segundo informações do Ministério Público do Paraná (MP-PR) .
O homem estava amarrado e havia sido submetido a mais de quatro horas de violência antes de conseguir se desvencilhar e tentar fugir do apartamento.
De acordo com o MP, Alexandre cortou a tela de proteção da janela e tentou alcançar a estrutura externa do prédio para acessar o apartamento do andar abaixo.
Sob efeito de um sedativo que teria sido forçado a ingerir e abalado pelas agressões, ele perdeu o equilíbrio e caiu.
O caso ocorreu em Londrina, no Paraná, em agosto deste ano.
“Para conter a vítima durante a madrugada, os agressores forçaram-no a ingerir comprimidos de um sedativo.
Após ser submetido por mais de quatro horas às agressões, a vítima conseguiu se desvencilhar de amarras que o mantinham preso e, na tentativa de fugir do local, cortou a tela de proteção da janela e buscou acessar a estrutura externa do prédio.
Em decorrência do abalo psicológico extremo e dos efeitos da medicação, ele perdeu o equilíbrio e sofreu uma queda fatal do 14º andar”, afirmou o MP em nota.
Leia também Brasil Homem morre ao cair do 14º andar após ser torturado e amarrado no PR Entenda o caso Quatro homens, com idades entre 22 e 24 anos, são acusados de torturar Alexandre e foram presos por tortura, com agravantes de cárcere privado e resultado morte.
Eles moravam juntos no apartamento onde ocorreram as agressões.
A Justiça, no entanto, permitiu que respondam ao processo em liberdade.
O Ministério Público também pediu que os denunciados paguem R$ 40 mil de indenização aos familiares da vítima.
Segundo a promotora Márcia Regina dos Anjos, ainda é necessário aguardar a conclusão do laudo pericial sobre o estado de saúde de Alexandre antes da queda.
“As investigações apontam que a vítima foi mantida pelos acusados em cárcere privado, desde o dia 13 de agosto, em um dos dormitórios do apartamento, sendo submetida a diversos tipos de ameaças e violência física e psicológica”.
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