Advogado é detido por tentar entregar celular para PM presa por morte de policial carbonizado
Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE O advogado Walmir Medeiros foi detido, na manhã desta sexta-feira (14), após tentar entregar um aparelho celular para a cliente — a soldado Júlia Natália Girão Gomes, suspeita de envolvimento na morte de um policial que teve o corpo encontrado carbonizado dentro de um carro em Fortaleza.
Ela está presa.
Walmir Medeiros foi detido em flagrante ao tentar entregar um aparelho celular para Júlia, buscando facilitar a comunicação dela com terceiros e foi conduzido para a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Na unidade, ele foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por ingressar ou facilitar a entrada de aparelho de comunicação, sem autorização legal, em unidade prisional, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Segundo a pasta, o celular que ele tentou entregar para Júlia Natália foi apreendido, e a ocorrência segue em andamento.
Ele foi autuado por crime contra a administração pública.
A secretaria também informou que o advogado tinha antecedente criminal por lesão corporal dolosa no contexto da Lei Maria da Penha.
Advogado Walmir Medeiros fazia defesa de PM que alegou estar amarrada após morte de policial, em Fortaleza.
Reprodução Coronel da reserva da Polícia Militar, o advogado teve atuação em casos importantes na defesa de policiais militares, como no julgamento dos réus da Chacina do Curió, com agentes acusados pela morte de 11 pessoas na periferia de Fortaleza, em 2015.
Procurada pelo g1, a Associação dos Profissionais da Segurança (APS), ao qual o advogado era vinculado, informou que Walmir Medeiros foi imediatamente afastado de todas as funções exercidas na associação.
A instituição afirmou que o coronel fez visita à soldado Júlia após uma orientação expressa para que ele se afastasse completamente do caso.
Isso porque a associação tinha decidido encerrar a assistência jurídica prestada à policial e à família do soldado Raphael Sampaio, pois ambas as partes eram associadas (leia a nota na íntegra no fim da reportagem).
A Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB-CE) disse que tomou conhecimento da condução do advogado, regularmente inscrito em seus quadros, para prestar esclarecimentos perante a Polícia Militar do Ceará - 1ª Companhia do 5º Batalhão.
A entidade disse que, logo, colocou-se à disposição de Walmir.
"Contudo, a OAB-CE esclarece que o profissional recusou formalmente, por duas vezes, a intervenção e o apoio institucional oferecidos.
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