20 estudantes são atendidos após compartilhamento de agulha em escola no RJ
Mais de 20 estudantes e visitantes já procuraram atendimento hospitalar após participar de uma feira de ciências em um colégio privado do Rio de Janeiro, onde testes de glicose foram oferecidos em uma mostra sobre o diabetes.
O problema: sem informação adequada, os participantes acabaram se sujeitando ao compartilhamento de agulhas , que pode expor a saúde a riscos de doenças transmissíveis pelo sangue.
Entenda melhor o caso e os perigos de utilizar a mesma agulha em pessoas diferentes, seja para medir a glicose ou para qualquer outra situação que envolva injeções.
O que aconteceu O episódio ocorreu durante uma feira de ciências realizada no final de semana no Colégio Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.
Um dos estandes da atividade estava dedicado à conscientização sobre o diabetes e, em meio aos materiais expostos, os estudantes apresentaram um equipamento utilizado para medir os níveis de glicose, bem como uma caixa de lancetas , as pequenas agulhas utilizadas para realizar o furo no dedo e coletar uma gota de sangue.
Continua após a publicidade Segundo a escola, já no final da atividade, uma estudante teria contrariado a orientação da unidade de ensino e oferecido “testes” a colegas e visitantes curiosos.
No entanto, a devida precaução não foi tomada: em vez de realizar o descarte imediato da lanceta após o uso, a mesma agulha foi aplicada em mais de uma pessoa.
Até o momento, sabe-se de ao menos três pessoas que teriam utilizado uma mesma lanceta.
A repercussão do episódio, porém, fez um número ainda maior de envolvidos na feira de ciências procurar atenção médica para realizar testagem e tratamento profilático.
Até o final da tarde de domingo (13), 23 pessoas já tinham procurado atenção hospitalar , a maioria no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Quais os perigos de compartilhar agulhas? O compartilhamento de agulhas traz sérios riscos de contaminação por infecções transmissíveis pelo sangue : basta que uma pessoa doente tenha sido picada antes para expor qualquer outro indivíduo aos perigos.
Continua após a publicidade Na pior fase da epidemia de aids , durante os anos 1980 e 1990, esse era um dos principais alertas sobre a exposição ao HIV , particularmente entre usuários de drogas injetáveis , que costumavam compartilhar seringas e agulhas.
Mas a aids não é a única doença perigosa associada ao compartilhamento de agulhas.
Até mais comuns do que o HIV são as infecções por hepatite B e C , doenças virais altamente transmissíveis pelo sangue contaminado, que podem causar doenças crônicas sérias no fígado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.