Durigan: inflação vem da guerra EUA x Irã "apoiada pelo bolsonarismo"
O ministro da Fazenda , Dario Durigan , associou, nesta sexta-feira (21/8), a inflação em patamar elevado no Brasil à guerra promovida pelos Estados Unidos contra o Irã, que, disse ele, é “apoiada pelo bolsonarismo”.
A afirmação de Durigan foi feita quando ele contextualizava a situação dos juros no país.
O ministro sustentou que o Banco Central sobe os juros para tentar conter a inflação, mas que ela não é reflexo direto do envididamento público, mas sim da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
“Quando o Banco Central brasileiro diz que está preocupado com preço, com inflação, não é só com a condição fiscal do país.
É com guerra no mundo.
Não é só o Banco Central brasileiro.
Os bancos centrais do mundo todo olham para a guerra, veem o impacto de preço e de oferta e falam: ‘Opa, eu vou precisar aumentar juros para a inflação não sair do controle'”, disse, durante entrevista para a rádio Metrópole da Bahia.
Na sequência, Durigan, afirmou que a realização da guerra, que tem elevado os preços do petróleo em âmbito global e refletido na inflação, é apoiada pelo bolsonarismo .
“E aí minha pergunta é: então não é o governo que gasta é a guerra feita pelo governo dos Estados Unidos no Irã, apoiada pelo bolsonarismo que está trazendo aumento de preço no país”, pontuou.
A guerra no Irã começou no dia 28 de fevereiro deste ano.
Nos dias de véspera do início do conflito, o barril do petróleo tipo brent oscilava perto dos US$ 70.
No desenrolar da troca de ataques, o item chegou a valer US$ 120.
Nesta manhã, o barril é negociado a US$ 93,75 , com queda de 0,03% nas últimas 24 horas.
A alta do petróleo tem refletido parcialmente na inflação do país.
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