Adecoagro (AGRO): fertilizantes são destaque no 2T26, mas forte impulso pode ter chegado ao fim; é compra?
A Adecoagro ( NYSE: AGRO ) apresentou um segundo trimestre de 2026 (2T26) marcado pelo forte desempenho da operação de fertilizantes, mas o resultado veio abaixo das expectativas do BTG Pactual . Para o banco, o trimestre não muda a visão sobre a companhia e o forte impulso de resultados proporcionado pela alta da ureia tende a perder força daqui para frente.
O BTG manteve a recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de US$ 16 em 12 meses , ante uma cotação de US$ 9,41 considerada no relatório. O valor representa potencial de alta de 70%.
Apesar do potencial, a valiação do banco parte da premissa de que o impulso extraordinário dos fertilizantes está perdendo força. Com a ureia já de volta a níveis próximos do meio do ciclo, a contribuição excepcional que ajudou a impulsionar os resultados recentes da Adecoagro tende a diminuir.
O açúcar e o etanol podem ajudar a compensar parte dessa desaceleração, mas, por enquanto, não são suficientes para mudar significativamente a perspectiva de lucros.
“Com base no que vemos como resultados normalizados de meio de ciclo, o valuation oferece potencial limitado de alta”, veem Thiago Duarte e Guilherme Guttilla.
A Adecoagro é uma companhia de agronegócio com operações na Argentina, Brasil e Uruguai , atuando em três grandes frentes: açúcar, etanol e energia; fertilizantes; e alimentos e agricultura .
A empresa possui mais de 210 mil hectares próprios e administra mais de 600 mil hectares, além de ativos industriais ligados às diferentes etapas da produção. A Adecoagro é sediada em Luxemburgo e listada na Bolsa de Nova York (NYSE) sob o ticker AGRO.
A operação de fertilizantes ganhou importância na companhia após a aquisição da Profertil, produtora argentina de ureia. A planta tem capacidade para produzir até 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano e atende cerca de 60% da demanda argentina pelo produto, segundo a companhia.
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