BTG Pactual lança ETF de infraestrutura que mescla ações e debêntures isentas — com R$ 200 milhões do BNDES
O setor de infraestrutura costuma chamar a atenção de quem busca uma estratégia de investimentos sólida e com retornos de longo prazo.
A partir desta quarta-feira (2), chega à bolsa de valores uma nova forma de acessar ativos ligados a segmentos como energia , saneamento e rodovias : o ETF ( Exchange Traded Fund ) DINF11 , criado pela BTG Pactual Asset Management .
Esse fundo de índice reúne ações e debêntures incentivadas , que são títulos de renda fixa emitidos por empresas para financiar grandes projetos de infraestrutura e, por isso, oferecem isenção de Imposto de Renda para a pessoa física.
Por mesclar ações e renda fixa, o DINF11 é considerado um ETF híbrido, o primeiro desse tipo no setor.
Ele replica o Índice Teva Infraestrutura Híbrido e pode ser acessado com a cota a partir de R$ 10 na B3 .
Cabe destacar que esse ETF da gestora do grupo BTG nasceu com um aval milionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) .
Em novembro do ano passado, o BNDES lançou um edital para investir até R$ 1 bilhão em cinco ETFs de infraestrutura.
O DINF11 foi um dos selecionados pelo banco de desenvolvimento e já chega ao mercado com um aporte garantido de R$ 200 milhões, que será colocado ao longo do tempo.
Um ETF para apostar na infraestrutura brasileira Assim como um fundo tradicional, um ETF reúne diferentes ativos na carteira que podem ser acessados com um valor bem menor do que se o investidor montasse o portfólio sozinho.
A diferença é que, no caso dos ETFs, a gestão é passiva e sempre atrelada a um índice.
O índice que guia o DINF11 é composto da seguinte forma: 80% dos recursos são alocados em ações de infraestrutura; e 20% em debêntures incentivadas ou Tesouro IPCA+.
Na parte de ações, o ETF reúne companhias de setores como energia elétrica , saneamento , concessões rodoviárias e outros segmentos diretamente ligados aos investimentos em infraestrutura.
Já a parcela de crédito complementa o retorno da carteira com exposição a títulos de renda fixa do setor.
O índice terá a carteira alterada mensalmente, mas a versão de estreia do ETF possui 16 ações.
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