Citi está mais pessimista com Natura (NATU3) e rebaixa ação para venda. Por que a faxina na casa não convence o banco?
A Natura (NATU3) tem feito uma "faxina" na casa para tentar se recuperar da crise: troca de CEO com o retorno de um veterano da empresa, entrada de uma gestora de peso no conselho e a venda de marcas.
Porém, essas iniciativas não convenceram o Citi , que está ainda mais pessimista sobre a reestruturação da fabricante de cosméticos.
O banco rebaixou a ação de neutra para venda .
Mesmo com a alta de mais de 10% desde os resultados do segundo trimestre de 2026, a equipe de análise prefere manter cautela.
Dois principais motivos levam os analistas a manter o pé atrás: A complexidade da crise da Natura; e A expectativa de que o cenário econômico continue difícil por mais tempo no Brasil e na Argentina , um dos mercados mais importantes para a empresa na América Latina .
A projeção dos analistas é de que, no longo prazo, a reestruturação gere retornos atrativos, mas nos preços atuais da ação, a crise continue pesando mais.
Chegada de outro CEO não resolve tudo Uma das medidas mais recentes da Natura para tentar se reerguer foi a troca de cadeiras na presidência e no conselho.
Na segunda-feira (31), a Natura anunciou que, depois de 10 anos no cargo de CEO, João Paulo Ferreira deixaria a liderança da companhia para a entrada de Alessandro Carlucci .
Carlucci já comandou a Natura como CEO entre 2005 e 2014 "e reúne profundo conhecimento do modelo de negócios da Companhia com vasta experiência recente adquirida em outras grandes organizações nos setores de consumo, varejo e comércio digital", afirmou a empresa em fato relevante.
Na ocasião, a empresa também anunciou que Fábio Barbosa , membro do conselho consultivo da empresa e responsável pela estratégia de reorganização de capital da empresa, retorna à presidência do conselho de administração .
Outra tacada foi a oficialização da Advent International na mesa da Natura , com a eleição de dois nomes no conselho.
O Citi enxerga essas alterações nos bastidores com bons olhos.
“Somos positivos em relação ao retorno de Alessandro Carlucci e acreditamos que ele é o executivo certo para liderar a recuperação da Natura”, disseram os analistas em relatório.
No entanto, o banco defende que essas mudanças ainda não resolvem problemas que devem continuar pressionando os resultados da companhia no curto prazo, como disponibilidade de produtos e a canibalização entre canais.
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