Acima do esperado, IPCA sobe 0,82% em setembro e supera meta
A inflação oficial do Brasil avançou 0,82% em setembro, informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou acima da mediana das estimativas do mercado financeiro, de 0,76%, , quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,16%.
A aceleração interrompeu o movimento de queda observado em agosto, quando o indicador registrou deflação de 0,32%, a maior retração mensal desde agosto de 2022.
A principal pressão em setembro veio da energia elétrica, cujo preço aumentou após o encerramento do desconto temporário relacionado ao bônus de Itaipu.
Combustíveis, passagens aéreas e alimentos também contribuíram para a alta.
No acumulado de janeiro a setembro, o IPCA registra avanço de 3,95%.
Já a inflação em 12 meses passou de 4,22% na divulgação anterior para 4,58%, ultrapassando o limite superior da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%.
Em setembro de 2025, o índice havia subido 0,48%.
A meta de inflação tem como centro 3% ao ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Pelo regime de metas contínuas, o descumprimento é caracterizado quando a inflação permanece fora desse intervalo por seis meses consecutivos.
Continua após a publicidade Energia elétrica lidera as pressões sobre os preços Os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA apresentaram aumento em setembro.
Habitação teve a maior variação, de 2,31%, e respondeu pela principal contribuição para o índice geral, com 0,35 ponto percentual.
O destaque foi a energia elétrica residencial, que encareceu 7,98% no mês.
A elevação mais do que compensou a redução de 7,63% registrada em agosto, quando os consumidores foram beneficiados pelo bônus de Itaipu.
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