Com mais de 10 grandes clientes no Brasil, Cognition se apronta para escalar
Cognition está pronta para escalar no Brasil | Foto: divulgação Poucos dias atrás, noticiamos aqui no Startups uma rodada de US$ 2 bilhões da norte-americana Cognition , que serviria para acelerar os planos de expansão global de sua solução de engenharia de software com IA para grandes empresas.
O Brasil está na estratégia, e a companhia anunciou oficialmente a abertura de um escritório no país, não apenas para atender os clientes que já tem, mas para aumentar sua base enterprise.
Mesmo antes de ter um escritório dedicado, a Cognition já formou uma base de respeito por aqui.
Segundo Guilherme Grupenmacher, head de Estratégia e Operações da empresa para a América Latina, são mais de dez clientes de grande porte no Brasil.
A relação começou antes de existir produto comercial: no fim de 2023, quando a Cognition ainda era um laboratório de pesquisa com o primeiro protótipo do Devin, o CTO do Nubank mandou uma mensagem direta ao CEO da empresa no X.
O banco digital virou o primeiro cliente enterprise da história da companhia.
Depois vieram Itaú , B3 , Santander , Natura , iFood e Mercado Livre .
“A gente percebeu rápido que os nossos maiores casos de sucesso foram clientes onde a gente dedicou muito recurso localizado”, conta Guilherme.
Para atender Itaú e Santander , as maiores contas no país, a empresa chegou a manter engenheiros vindos dos Estados Unidos em regime de ponte aérea, passando quatro dias no Brasil e dois em casa, toda semana.
Foi daí que veio a decisão de abrir o escritório.
“Para ter o impacto que a gente quer ter, a gente precisa de uma presença local, não só comercial, mas principalmente um hub de engenharia, para estar literalmente ao lado dos nossos clientes”, diz o executivo.
Engenheiro dentro do cliente A operação brasileira será dividida em duas frentes.
De um lado, os account directors, vendedores que a empresa prefere recrutar com formação técnica — alguns, inclusive, ex-engenheiros de software.
De outro, os forward deployed engineers, que trabalham dentro dos clientes depois do contrato fechado para fazer a ferramenta ser adotada em escala.
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