Hacker de GTA 6 saca R$ 1,5 milhão doados por "fãs" e some do mapa
Poucas horas antes do anúncio oficial do gameplay de GTA 6 nesta quinta-feira (27) , o hacker (ou grupo) que ficou conhecido como CyberLeek — responsável por vazar cerca de 15 conteúdos do jogo sob a justificativa de um suposto ativismo contra a decisão da Rockstar de lançar o título apenas em mídia digital — sacou o equivalente a R$ 1,5 milhão do esquema de criptomoeda que montou em torno dos próprios vazamentos.
O momento escolhido não foi coincidência e aconteceu minutos antes da estreia de "GTA 6: Um Olhar Estendido" na Netflix, o primeiro material oficial de gameplay divulgado pela Rockstar desde o anúncio do jogo.
Com o aparente golpe consumado, a novela dos vazamentos parece ter chegado ao fim e ao seu verdadeiro objetivo.
Como o rastro do dinheiro foi descoberto Em reportagem do início desta semana, o Canaltech havia detalhado como o leaker construiu uma comunidade fiel ao seu redor , a ponto de ser tratado como "herói" por parte do público e ver sua memecoin, batizada de $CYBERLEEK, virar alvo de investimento por parte dos fãs mais engajados na saga dos vazamentos.
Foi justamente o comportamento dessa comunidade que permitiu identificar o golpe.
Em uma análise detalhada compartilhada no GTAForums, o usuário Vice Cit rastreou a movimentação das carteiras ligadas ao token e apontou que o hacker distribuiu o equivalente a US$ 268 mil (mais de R$ 1,4 milhão, na cotação atual) em quatro transações distintas , feitas instantes antes da revelação oficial da Rockstar.
O valor foi pulverizado em pelo menos três carteiras digitais diferentes , numa tentativa de dificultar o rastreamento, com parte dos recursos passando pelas exchanges KuCoin e CCE.Cash e outra fração ainda parada em endereços sem movimentação.
O levantamento também sugere que pelo menos duas pessoas podem estar por trás da identidade de CyberLeek , cada uma utilizando métodos distintos para sacar os fundos — o que reforça a tese de uma operação coordenada e não de um ativista solitário agindo por impulso.
Até o momento, a identidade dos responsáveis segue desconhecida.
Sinais que já apontavam para a fraude Quem acompanhou o caso de perto já vinha notando os indícios de monetização por trás do discurso de protesto .
CyberLeek chegou a distribuir supostas builds do jogo para PC — que, na prática, eram malwares disfarçados, incluindo um arquivo de mais de 113 GB batizado com o nome do suposto vazamento e recheado de código malicioso capaz de desativar antivírus e comprometer o sistema de quem tentasse rodá-lo.
O hacker também condicionou a liberação de novos clipes — como o do clube de striptease do jogo — a metas de valorização da própria memecoin, e chegou a cobrar adiantado US$ 160 mil de interessados em negociar espaços publicitários dentro dos vídeos vazados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.