Durigan: reciprocidade não atrapalhará negociação do Brasil com os EUA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou nesta quarta-feira (19/8) que a possível aplicação da Lei de Reciprocidade não deve atrapalhar as negociações com os Estados Unidos (EUA).
De acordo com ele, a medida pode até ajudar no diálogo entre os países , já que o governo seguirá tendo muita cautela no processo e deve ouvir todos os setores envolvidos.
“A disposição por negociação é completa do nosso lado, toda oportunidade que nós temos, nós temos feito esse gesto de falar, o próprio presidente Lula disse que falaria com o presidente [dos EUA, Donald] Trump e estamos sempre muito prontos”, afirmou.
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Com isso, o Brasil solicitou a abertura de consultas diplomáticas com o governo norte-americano.
“O governo brasileiro informa que deu início à análise de pleito ordinário de enquadramento, sob a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), das medidas unilaterais adotadas pelo governo dos Estados Unidos da América no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio daquele país.
Nesta data, 13/8/2026, seguindo o rito previsto no Decreto nº 12.551, de 2025, a Secretaria-Executiva da Camex compartilhou o pleito com os demais membros do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex)”, informou em nota.
A abertura do processo, no entanto, não representa a aplicação imediata de novas tarifas pelo Brasil.
Nesta primeira etapa, o governo pretende realizar consultas com Washington para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das medidas norte-americanas e das eventuais contramedidas previstas na legislação brasileira.
A lei foi aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e prevê ações que o Brasil pode tomar caso um país parceiro opte por medidas que prejudicam as exportações brasileiras sem uma justificativa plausível.
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