4 em cada 10 profissionais usam IA não autorizada no trabalho no Brasil
Quatro em cada dez profissionais brasileiros usam ferramentas de inteligência artificial (IA) não autorizadas no trabalho, e mais da metade das empresas do país registrou falhas de segurança por causa disso, segundo estudo da KnowBe4 .
A pesquisa quantifica o avanço do chamado shadow AI , termo que designa o uso de aplicações de IA sem aprovação corporativa.
Do total de profissionais que recorrem a essas ferramentas, 13,5% chegam a priorizá-las em relação às soluções oficialmente disponibilizadas pelas empresas.
Risco do shadow AI nas organizações O efeito direto sobre a segurança corporativa é expressivo: 51% dos líderes de segurança afirmam que o uso não autorizado de softwares e aplicações de IA comprometeu a postura de segurança de suas organizações nos últimos 12 meses.
Outros 49,5% dos entrevistados reconhecem que o compartilhamento de informações confidenciais em ferramentas não verificadas representa uma ameaça significativa.
Os números ajudam a explicar por que estratégias de proibição completa da IA tendem a não funcionar na prática.
Uma pesquisa separada, da Read AI , aponta que 68% dos profissionais brasileiros já utilizam ferramentas de IA diariamente no trabalho, mas apenas 31% têm acesso oficial ou treinamento adequado fornecido pelos empregadores.
Seria essa lacuna de capacitação é o que leva os funcionários a buscar alternativas não autorizadas para atender às demandas do dia a dia.
“A cibersegurança entrou em uma fase volátil, na qual as organizações estão tentando proteger uma força de trabalho híbrida composta por pessoas e agentes de IA.
É um ambiente dinâmico que está mudando mais rápido do que os líderes de segurança conseguem acompanhar”, diz Rafael Peruch , consultor técnico de segurança da informação ( CISO Advisor Técnico ) da KnowBe4.
Leia mais: ArcelorMittal reduz custos e aumenta produtividade após modernizar ambiente SAP Fadiga e erros humanos ampliam vulnerabilidades O estudo da KnowBe4 também revela que o fator humano segue como vetor central de risco, independentemente do conhecimento sobre protocolos.
Segundo a pesquisa, 62% dos funcionários brasileiros admitem que falta de tempo, sobrecarga e distrações contribuem diretamente para erros de segurança.
Entre os líderes de cibersegurança, 43% listam as distrações no ambiente de trabalho como uma das principais causas de falhas humanas; 65% apontam erros não intencionais cometidos durante a rotina como o principal fator de risco.
Maturidade de segurança ainda é exceção Apesar do cenário de pressão, a maturidade em segurança avançou pouco.
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