Ivanti mira Brasília e cria divisão dedicada ao governo federal
O governo brasileiro movimenta bilhões de reais por ano na contratação de tecnologia de empresas estrangeiras.
É nessa arena que a Ivanti decidiu investir.
A companhia de segurança e gestão de TI criou uma divisão dedicada ao governo federal, com um gerente de contas voltado exclusivamente a Brasília.
À frente da estratégia na região está o vice-presidente da Ivanti para a América Latina , Max Mayorga .
Estadunidense, filho de um piloto brasileiro e irmão de um argentino, ele é capaz de aplicar ao negócio a bagagem da própria trajetória plural e multinacional, enxergando o setor público de cada país como um universo com regras, cultura e ritmo próprios, ainda que todos esbarrem no mesmo desafio de proteger dados.
Para Mayorga, esse conhecimento multicultural deixou de ser biografia e passou a orientar a operação.
“Brasília é um dos mercados de ouro, estrategicamente o mais importante para a Ivanti na América Latina.
Sentimos que a agilidade é importante, e ter relações de conhecimento mais íntimas garante o melhor atendimento”, diz.
É o argumento que sustenta a decisão de manter alguém fisicamente na capital federal, em vez de atender o governo à distância.
O estudo Contratos, Códigos e Controle: A Influência das Big Techs no Estado Brasileiro , conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UnB) , publicado em julho de 2025, reforça essa decisão VP, apresentando a dimensão desse mercado.
O setor público brasileiro contratou pelo menos R$ 23 bilhões em licenças de software , nuvem e segurança digital de grandes corporações estrangeiras entre 2014 e 2025.
Só entre junho de 2024 e junho de 2025 foram R$ 10,35 bilhões..
O que muda quando o fornecedor é estrangeiro O executivo afirma que o governo demanda uma visão diferente do fornecedor quando o assunto é cibersegurança.
“O governo é um alvo de ataques muito forte e não há discriminação nos modelos de ataque hoje.
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