Estados Unidos avaliam não reconstruir bases militares atingidas pelo Irã
O Pentágono avalia cortar tropas e deixar de reconstruir algumas bases danificadas pelo Irã. A medida, se aprovada, vai diminuir a presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Avaliações são conduzidas pelo escritório de política do Pentágono, com participação do Estado-Maior Conjunto e do Comando Central dos EUA (CENTCOM). Uma fonte disse ao jornal que a medida pode expor divergências entre integrantes do governo favoráveis a maior intervenção e defensores de menos envolvimento militar, segundo do jornal "Washington Post".
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, participa das discussões sobre a possível redução da presença militar. Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que ele apoia debater a transferência de tropas posicionadas no Golfo para áreas mais a oeste.
O Golfo Pérsico é uma das regiões sob análise para cortes, e os EUA podem não reconstruir instalações atingidas nos combates recentes. Antes dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, em fevereiro, várias dessas bases foram esvaziadas por serem consideradas vulneráveis a drones e mísseis.
Os EUA mantêm tropas e infraestrutura militar no Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Jordânia. O país também tem instalações temporárias em outros locais da região, como Israel.
Após o ataque conjunto das tropas de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, o Irã respondeu com milhares de mísseis balísticos e drones de ataque contra países do Golfo que abrigavam militares norte-americanos. Até agosto, 19 soldados dos EUA morreram e centenas ficaram feridos em ataques contra essas bases.
Os Emirados Árabes Unidos alertaram na terça-feira (19) seus moradores sobre a chegada de mísseis balísticos que, depois, atribuíram ao Irã. Nenhum projétil atingiu o país, e o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a acusação e levantou a hipótese de um ataque de falsa bandeira dos EUA ou de Israel.
O exercito de Israel atacou o sul do Líbano e a Síria, enquanto os Emirados Árabes Unidos interromperam todo o comércio com o Irã. Israel e Estados Unidos lançaram em 28 de fevereiro ataques contra o Irã. Os países disseram que a ação buscava criar condições para uma mudança de regime no país.
O líder supremo Ali Khamenei morreu em um ataque israelense em Teerã. O ministro da Defesa iraniano e vários generais da Guarda Revolucionária também morreram na ofensiva aérea.
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