Músico vencedor do Grammy Latino é detido pelo ICE no aeroporto de Miami
Degnis Nelson Bofill Miranda foi preso em 19 de agosto após desembarcar de um voo vindo de Nova York.
Reprodução/Instagram O percussionista e compositor cubano Degnis Bofill permanece sob custódia do serviço federal de imigração após ser detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no Aeroporto Internacional de Miami, quando retornava de compromissos profissionais em Nova York.
Bofill, residente de Miami, foi detido em 19 de agosto após retornar de Nova York, onde havia participado da Latin Alternative Music Conference e se apresentado no Pocket Jazz Club, em Manhattan, segundo o “Miami New Times”.
Detenções de imigrantes sem condenações criminais pelo ICE explodem nos EUA, diz jornal Agora no g1 A mulher do músico, Mara Delgado, afirmou que Bofill entrou nos Estados Unidos com um visto em 2023 e que seu pedido de asilo está pendente.
Ela explicou que o caso ainda não havia chegado à fase de entrevista inicial quando ele foi detido.
“Estou preocupada com a possibilidade de ele ser deportado, porque não sei quando poderei vê-lo novamente”, disse Delgado à CBS News Miami.
Em comunicado à CBS News Miami, o ICE confirmou a prisão de Bofill e afirmou que ele entrou legalmente nos Estados Unidos em abril de 2023, mas posteriormente violou os termos de sua admissão no país.
“Degnis Nelson Bofill Miranda, um imigrante cubano em situação irregular, foi preso pelo ICE em Miami em 19 de agosto durante uma operação de fiscalização migratória”, afirmou um porta-voz da agência.
Em 2022, Bofill venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum Folclórico por “Ancestros Sinfónico”.
Ao longo da carreira, excursionou por diversos países e se apresentou ao lado de artistas como Arturo O’Farrill, Orlando Valle “Maraca”, Néstor Torres, Bobby Carcassés, Dave Weckl, Blondie e Roberto Fonseca.
Bofill também lidera seu próprio grupo, Golpes Libres, que mescla música tradicional afro-cubana e jazz contemporâneo.
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