Maracatu Ventos de Ouro leva à rua força da ancestralidade negra
Entre diferentes expressões artísticas e tradições populares presentes no ato pró-Lula, o Maracatu Ventos de Ouro levou ao centro da manifestação a força da cultura afro-brasileira e a união do Nordeste em defesa da democracia, dos direitos e da soberania nacional.Há mais de dez anos, o grupo, liderado por mulheres, transforma o toque dos tambores em instrumento de afirmação cultural e resistência política.
Sua presença reafirmou que a defesa da democracia também passa pela sobrevivência das tradições, da religiosidade e das expressões culturais negras, historicamente perseguidas e fundamentais para a identidade brasileira.“Hoje, o Maracatu Ventos de Ouro foi às ruas levando nosso baque, nossa voz e a força da nossa ancestralidade.
Fomos pela democracia, pela cultura, pelos direitos que nosso povo lutou tanto para conquistar e pela soberania do Brasil”, afirmou a mestra Josy, à frente do grupo.
Para a mestra, ocupar as ruas é honrar quem resistiu antes e garantir caminhos para as próximas gerações.
“O Brasil é nosso, a nossa cultura tem voz e a nossa democracia precisa ser respeitada”, declarou.
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