Isqueiro na mão e crianças chorando: coronel revela cenário dentro de CMEI durante ação do BOPE em Curitiba
O comandante de Missões Especiais da Polícia Militar do Paraná (PMPR), coronel Alexandre Lopes Dias, revelou detalhes da ocorrência no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) no bairro São Braz, em Curitiba, e explicou por que as equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) decidiram entrar na unidade.
Segundo ele, o suspeito passou a agredir as crianças durante as negociações e tentou alcançar uma delas no momento da intervenção policial.
Coronel detalha momento em que situação saiu do controle em CMEI com 13 crianças em Curitiba.
Foto: Cristiano Vaz/Banda B O caso aconteceu na tarde desta sexta-feira (9), quando um homem invadiu a creche e manteve 13 crianças, com idades entre 4 e 5 anos, reféns.
Após cerca de duas horas e meia a três horas de negociação, os policiais realizaram uma intervenção tática, que terminou com o suspeito morto a tiros e todas as crianças resgatadas.
Em entrevista coletiva, o coronel afirmou que a situação se agravou quando o homem demonstrou dificuldade para controlar as crianças, que estavam cada vez mais abaladas.
De acordo com o comandante, algumas foram seguradas de forma agressiva e chegaram a ficar feridas.
“Quando nós percebemos que as crianças começaram a ficar num nível de estresse mais elevado e ele, por não conseguir controlar essas crianças, veio a, de certa maneira, agredi-las de forma verbal e algumas delas até segurando-as de uma forma mais […] intensa, vindo inclusive a machucar uma ou duas crianças ali” relatou.
Três horas de tensão em CMEI: homem estava com isqueiro e material inflamável Segundo o coronel, durante a ocorrência havia um forte cheiro de produto inflamável dentro da sala.
O suspeito também estava com um isqueiro e ameaçava atear fogo no local, o que aumentou a preocupação das equipes de segurança.
Vídeo mostra momento em que crianças são resgatadas de CMEI no São Braz em Curitiba As informações recebidas pelos policiais inicialmente indicavam que o homem portava uma arma de fogo e uma faca.
Após a intervenção, a equipe identificou que a arma era um simulacro.
O comandante explicou que a decisão de entrar na unidade foi tomada quando os policiais identificaram uma oportunidade tática e avaliaram que a integridade das crianças estava em risco.
“Ele estava com o isqueiro na mão, ameaçando então botar fogo ali naquele local.
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