Rede social: o eleitor conhece o padrinho. Mas quem vai exercer o mandato?
Encerrada a votação, o Brasil precisa olhar além dos vencedores e dos derrotados.
Há uma questão que atravessa fronteiras estaduais e merece atenção: o que acontece com a representação política quando a fama na internet ocupa o lugar das propostas, da experiência e do compromisso com a população? As redes sociais se tornaram um caminho para chegar ao poder.
Ampliaram o debate, abriram espaço para novas lideranças e permitiram que pessoas sem acesso às estruturas tradicionais fossem ouvidas.
Mas também oferecem condições para transformar personagens em autoridades públicas antes que sua capacidade de exercer um mandato seja devidamente examinada.
A pessoa aparece, provoca, ofende, promete uma solução simples para um problema difícil.
O vídeo circula.
O nome se espalha.
A audiência cresce.
Aos poucos, a popularidade passa a ser apresentada como prova de preparo.
Só que são coisas diferentes.
Saber conquistar seguidores é uma habilidade de comunicação.
Representar a população exige responsabilidade, conhecimento, disposição para trabalhar e capacidade de responder pelas próprias decisões.
Uma competência não assegura a outra.
O problema se agrava quando o conteúdo que produz fama é justamente aquele que empobrece a discussão pública.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.