Aranha gigante marcou infância de Mar e o prendeu na teia da arte
Uma aranha gigante, protegida por um vidro, foi suficiente para despertar em Mar Cozta uma curiosidade que atravessaria sua infância e influenciaria sua relação com a arte.
Durante uma visita ao Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP), ele se deparou com uma escultura da artista Louise Bourgeois.
Sem entender exatamente o que estava vendo, ficou impressionado com o tamanho da obra e começou a se perguntar se aquela criatura já havia sido viva.
A imagem permaneceu em sua memória por anos e passou até a aparecer em seus sonhos.
Na época, Mar estava acompanhado da mãe, que também não sabia explicar muito sobre a escultura.
O encontro despertou uma mistura de espanto e indignação.
“Foi muito impactante e me deixou também um pouco indignada, me perguntava incessantemente daonde veio aquilo, se estava morto ou se já foi vivo”, relembra.
Durante muito tempo, sempre que via uma aranha, a lembrança daquela obra voltava à sua cabeça.
Somente anos depois, Mar decidiu pesquisar o que havia visto naquele dia e descobriu mais sobre Louise Bourgeois.
O interesse pela escultura acabou se transformando em uma aproximação com o universo artístico.
“Meio que a Arte mesmo foi essa aranha e que me pegou nessa teia e tô até agora deixando ela me devorar”, brinca.
A experiência também ajuda a explicar por que sonhos, lembranças e imagens que permanecem na cabeça se tornaram elementos tão importantes em suas produções.
Mar é artista independente e usa os próprios cadernos de desenho como espaços de experimentação.
Entre rabiscos, relatos de sonhos e lembranças, construiu uma espécie de arquivo da própria vida.
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