Celular foi ponto de partida de operação da PF sobre contratos de R$ 62 milhões em Caxias
A Operação Faixa Amarela, deflagrada nesta quinta-feira, 17, pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes em contratos de transporte escolar da prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, teve como ponto de partida mensagens encontradas em um celular apreendido em outra ação, a Anáfora, em junho.
As conversas encontradas no aparelho acenderam o alerta na PF.
Os investigadores acreditam estar diante de um esquema de desvios em contratos da administração municipal que somaram mais de R$ 62 milhões ao longo de três anos.
A suspeita é a de que as fraudes tenham começado em 2020, na gestão do ex-prefeito Washington Reis (MDB), q ue nega irregularidades.
Ele disse a VEJA que a empresa contratada venceu um pregão eletrônico.
A prefeitura é comandada hoje por Netinho Reis (MDB), sobrinho do ex-prefeito.
Em nota, a prefeitura afirmou que todos os contratos e prorrogações realizados pela municipalidade nos últimos anos foram devidamente licitados e reiteradamente auditados pelos tribunais de contas e demais órgãos de controle.
“ A Prefeitura de Duque de Caxias, por intermédio da Procuradoria Geral do Município, informa que a busca e apreensão realizada na Secretaria de E ducação limitou-se a um processo administrativo decorrente de licitação instaurada no ano de 2019″, diz a manifestação.
Nesta terça, em um desdobramento da Operação Anáfora, 12 endereços foram alvo de uma nova batida, no município e na capital.
A PF esteve na Secretaria de Educação de Duque de Caxias para obter cópia do contrato.
A investigação aponta para um conluio entre empresários e funcionários públicos para superfaturar licitações e desviar dinheiro dos contratos.
A empresa contratada é a Ilhas Transporte.
Os crimes investigados são organização criminosa, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.
Continua após a publicidade A Polícia Federal percorreu um longo caminho até a ação de hoje.
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