PLS compra projeto da Lithium Ionic em MG por US$ 37,5 milhões
A PLS fechou um acordo para comprar por US$ 37,5 milhões o grupo de propriedades de lítio Salinas, da Lithium Ionic, em Minas Gerais.
Os ativos incluem o depósito de Baixa Grande, localizado ao lado do projeto Colina, já controlado pela companhia australiana.
A operação foi anunciada pelas empresas na noite da última quarta-feira (12).
A expectativa da PLS é avaliar a integração de Baixa Grande a Colina, ampliando sua presença no Vale do Lítio, região de Minas Gerais que concentra alguns dos principais projetos de espodumênio do país.
Do valor total, US$ 30 milhões serão pagos no fechamento da transação.
Os outros US$ 7,5 milhões serão desembolsados quando ocorrer primeiro uma decisão final positiva de investimento no projeto Colina ou em 31 de dezembro de 2029.
Leia Mais Após ação no STF, Fazenda dá aval a crédito de R$ 5,4 bi para obras em SP El Niño leva ANA a reduzir vazão mínima da hidrelétrica de Belo Monte Lucro líquido da Copasa soma R$ 275,5 milhões no segundo tri A Lithium Ionic também manterá um royalty de 2% sobre a receita das futuras vendas de espodumênio extraído dos direitos minerários vendidos.
Na prática, a companhia deixa de controlar o desenvolvimento dos ativos, mas preserva participação financeira caso eles sejam colocados em produção pela PLS.
A transação envolve dez direitos minerários e ativos associados e deve ser concluída em até dez dias úteis, desde que sejam cumpridas as condições previstas no contrato.
A PLS entrou no Brasil em 2025, após adquirir a Latin Resources, antiga proprietária de Colina.
Como Baixa Grande é vizinho ao projeto, a compra permite reunir os dois ativos sob o controle de uma mesma companhia e abre espaço para uma eventual utilização conjunta de infraestrutura e processamento.
Para a Lithium Ionic, a venda também representa uma mudança de estratégia.
A empresa pretende usar os recursos obtidos na operação para concentrar investimentos em Bandeira, seu principal projeto de lítio em Minas Gerais.
Segundo a companhia, o dinheiro deverá financiar trabalhos iniciais, compras de equipamentos e outras atividades de preparação para a construção de Bandeira.
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