O mistério da múmia de 2.000 anos encontrada com pele macia, articulações flexíveis e sangue ainda preservado nas veias
O corpo de Xin Zhui permaneceu protegido por uma combinação extraordinária de caixões, isolamento e condições ambientais ainda estudadas
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Quando arqueólogos abriram uma tumba da dinastia Han em Mawangdui, na China, encontraram algo muito diferente das múmias secas e rígidas mais conhecidas. A múmia de Lady Dai , também chamada Xin Zhui, conservava pele, tecidos, órgãos internos e vasos sanguíneos depois de mais de dois milênios. O estado extraordinário do corpo permitiu até uma autópsia moderna , mas a combinação exata que produziu tamanha preservação ainda provoca perguntas.
Xin Zhui viveu durante a dinastia Han Ocidental e era esposa de Li Cang, marquês de Dai. Ela morreu por volta de 168 a.C., provavelmente perto dos 50 anos, e foi sepultada em Mawangdui, próximo à atual Changsha, na província de Hunan. Sua tumba fazia parte de um complexo funerário que também revelou objetos capazes de reconstruir aspectos da elite chinesa daquele período.
A descoberta ocorreu no início da década de 1970, e a escavação sistemática avançou em 1972. Além do corpo, o sepultamento preservou mais de mil objetos, entre tecidos, alimentos, utensílios e obras de arte, incluindo o célebre estandarte funerário de seda encontrado sobre o caixão interno.
O estado dos restos mortais surpreendeu porque diversas características normalmente perdidas após séculos permaneciam reconhecíveis. Os médicos conseguiram estudar o corpo detalhadamente e realizaram uma autópsia em dezembro de 1972.
Um documentário dedicado a Xin Zhui acompanha a investigação científica sobre seu corpo e mostra por que Lady Dai se tornou um dos casos mais famosos de preservação humana da Antiguidade. O material também aborda o que a autópsia revelou sobre sua vida e saúde.
A arquitetura da tumba provavelmente teve papel decisivo. O corpo estava protegido por quatro caixões encaixados uns dentro dos outros, enquanto a câmara funerária permanecia profundamente enterrada e isolada por camadas espessas de carvão e argila branca. Esse conjunto dificultava a entrada de água, ar e microrganismos e ajudava a manter condições ambientais relativamente estáveis.
O sepultamento de Lady Dai também demonstra como seu funeral foi cuidadosamente preparado. Entretanto, pesquisadores ainda não conseguem atribuir a conservação a um único elemento. Outros corpos enterrados em condições aparentemente semelhantes não permaneceram no mesmo estado, indicando que vários fatores provavelmente atuaram simultaneamente.
Quando o corpo foi encontrado, havia líquido dentro do caixão. Análises descritas posteriormente apontaram características ácidas e presença de sais e magnésio, o que alimentou a hipótese de uma fórmula funerária desconhecida. Porém, não existe consenso de que os antigos tenham colocado deliberadamente aquele líquido ali como uma espécie de conservante químico.
Parte dos pesquisadores considera possível que pelo menos uma parcela tenha se formado a partir dos próprios processos ocorridos dentro do caixão durante os séculos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.