Polícia prende quadrilha de agiotas que usava imigrantes para aliciar vítimas no Grande Recife
Estrangeiros são presos por integrar quadrilha de agiotagem no Grande Recife A Polícia Civil prendeu 14 criminosos suspeitos de integrar um esquema de agiotagem no Grande Recife.
As prisões ocorreram durante um mês de operação policial (veja vídeo acima).
A quadrilha atuava na Região Metropolitana, em regiões como o distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca; e os bairros de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho.
As investigações começaram em maio deste ano, após uma série de denúncias de comerciantes sobre colombianos e venezuelanos oferecendo empréstimos com pagamentos diários e juros altos.
O grupo criminoso também ameaçava as vítimas que não conseguiam pagar as dívidas. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A Polícia Civil divulgou detalhes da operação nesta terça-feira (18), em coletiva de imprensa no Recife.
As investigações indicaram que os "cobradores" e "panfleteiros" seriam, em sua maioria, imigrantes recém-chegados da Colômbia e da Venezuela, recrutados com a oferta de trabalho, moradia, transporte e telefone.
Conforme as investigações, as vítimas que contratavam os emprsofriam com juros abusivos e tinham dificuldade de quitar os empréstimos.
Em alguns casos, mesmo pagando a quantia cobrada era paga, os agiotas acusavam as vítimas de não terem comprovantes de pagamento e continuavam cobrando.
As ameaças aconteciam por meio de aplicativos de mensagem, ligações e, também, presencialmente.
Comerciantes locais que caíam no golpe recebiam visitas diárias dos cobradores, que, usando máscaras, intimidavam e humilhavam as vítimas.
Quando o valor cobrado não era pago, os criminosos consumiam ou retiravam produtos dos comércios das vítimas.
Também enviavam fotos de suas lojas, casas e familiares para indicar que tudo estava sendo monitorado.
Quadrilha de agiotas fazia ameaças diárias às vítimas no Grande Recife Polícia Civil/Divulgação Segundo o delegado Altemar Mamede, gestor da Delegacia Seccional do Cabo de Santo Agostinho, a quadrilha era organizada com divisão de funções entre os criminosos.
"O cabeça, o líder que financia, passa esse dinheiro para os supervisores, que, por sua vez, encaminham para os panfleteiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pernambuco.