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Dívida dos EUA bate recorde de US$ 40 trilhões nos governos Trump e Biden

Opera Mundi ·
Dívida dos EUA bate recorde de US$ 40 trilhões nos governos Trump e Biden

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (19/08) dados de que a dívida pública bruta do país ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões (cerca de R$ 207,93 trilhões). O novo recorde intensifica o debate em Washington sobre o crescimento dos gastos públicos, o custo do financiamento do governo e os impactos de longo prazo para a economia do país.

O valor representa um aumento de cerca de 33% em menos de cinco anos. No ano fiscal de 2026, iniciado em outubro de 2025, a dívida teria crescido aproximadamente US$ 1,8 trilhão (R$ 9,34 trilhões), evidenciando a dificuldade do governo federal em reduzir o desequilíbrio entre receitas e despesas.

Segundo a agência de notícias Reuters , investidores e analistas demonstram preocupação com o aumento do custo do serviço da dívida. Os pagamentos de juros chegaram a aproximadamente US$ 1,17 trilhão (cerca de R$ 6,07 trilhões) no ano fiscal de 2026, alta de 15% em relação ao período anterior.

O aumento dos juros reduz o espaço disponível no orçamento para outras políticas públicas e torna o financiamento do governo mais caro. Para financiar seus gastos, o governo norte-americano recorre a empréstimos obtidos por meio da venda de títulos da dívida a investidores, bancos, fundos e governos estrangeiros por meio da venda de títulos da dívida. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro no futuro, com o pagamento de juros.

O encarecimento dos custos de financiamento do governo também pode repercutir sobre as condições gerais de crédito, afetando custos de financiamento de imóveis, veículos e outras modalidades de empréstimo.

O atual nível de endividamento é resultado de décadas de decisões econômicas adotadas por diferentes governos, em distintos períodos econômicos. Entre os fatores apontados por analistas estão cortes de impostos, aumento dos gastos públicos, operações militares no exterior e programas emergenciais adotados durante grandes crises.

Segundo a rede de televisão Telesur, administrações de George W. Bush (2001-2009) e do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump promoveram reduções tributárias que diminuíram a arrecadação federal. Paralelamente, as guerras no Iraque e no Afeganistão elevaram os gastos públicos.

A crise financeira de 2008 também levou o governo norte-americano a adotar medidas de estímulo e resgate econômico. Posteriormente, mais de uma década depois, a pandemia de covid-19 provocou uma nova rodada de gastos extraordinários, com programas de auxílio a famílias, empresas e governos locais.

Durante o governo de Joe Biden (2021-2025) , novas medidas de investimento e programas públicos também contribuíram para ampliar as despesas federais, em meio à continuidade dos déficits orçamentários.

Segundo a Reuters, um dos principais exemplos da política fiscal adotada no segundo mandato de Trump é o pacote “Uma Grande e Bela Lei”, que reúne mudanças tributárias e alterações em programas federais.

A medida deve pressionar as contas públicas nos próximos anos, especialmente pela redução de receitas provocada pelos cortes de impostos.

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