Alta de 28%? O potencial que os bancos veem para a Bolsa brasileira com a eleição
A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, algumas das principais instituições financeiras globais enxergam uma oportunidade rara no mercado brasileiro, em um cenário em que o potencial de alta parece superar os riscos já embutidos nos preços.
Relatórios recentes de JPMorgan, Goldman Sachs e Global X mostram uma visão em comum de que a bolsa brasileira continua negociando com desconto, enquanto investidores ainda mantêm posições reduzidas no país.
Na avaliação das casas, a definição do cenário eleitoral pode funcionar como um gatilho para uma reprecificação dos ativos, especialmente daqueles mais sensíveis à trajetória dos juros.
Mercado ainda negocia perto do cenário de deterioração O JPMorgan calcula que o MSCI Brazil negocia atualmente a cerca de 8,6 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, patamar mais próximo de seu cenário de “deterioração” do que de “melhora”.
Segundo o banco, uma migração para um ambiente de melhora econômica e política implicaria potencial de valorização de aproximadamente 28% para o índice.
Em um cenário mais otimista, definido como “ajuste estrutural”, o espaço de alta poderia chegar a 54%.
O banco observa que o mercado brasileiro tem reagido diretamente às mudanças nas pesquisas eleitorais.
Desde julho, o MSCI Brazil subiu, em média, 0,20% nos dias em que aumentaram as chances da oposição nas pesquisas e mercados de apostas.
Em setembro, esse efeito ganhou força, com avanços médios de 0,72% nos dias de melhora das probabilidades eleitorais da oposição.
Leia também “Difícil ter convicção”: como gringos veem ações do Brasil a poucos dias da eleição A poucos dias das eleições, investidores estrangeiros seguem cautelosos com o Brasil e mantêm posições neutras, apesar do interesse crescente pelo mercado.
Bancos apontam que a definição do cenário político pode destravar fluxo para ações ligadas a juros, bancos, commodities e consumo doméstico.
Para os estrategistas do JPMorgan, a combinação entre uma possível mudança de rumo da política econômica e uma agenda fiscal mais disciplinada poderia reproduzir parte do movimento observado entre 2016 e 2020, período marcado pela queda dos juros e expansão dos múltiplos das ações brasileiras.
Estrangeiros continuam pouco posicionados Na tese das três casas, está a percepção de que o investidor internacional ainda está longe de estar plenamente exposto ao Brasil.
A Global X destaca que os investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 13 bilhões da bolsa brasileira entre 11 e 18 de agosto, em um dos maiores movimentos de saída de recursos desde 2008.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.