Merz tenta conter crise após novas derrotas eleitorais na Alemanha
O chanceler da Alemanha , Friedrich Merz , tenta reafirmar nesta segunda-feira, 21, sua autoridade à frente do governo após uma nova rodada de derrotas eleitorais aprofundar a pressão sobre sua liderança.
No domingo, a União Democrata-Cristã ( CDU ), partido de Merz, sofreu seu pior resultado regional desde o pós-guerra ao obter apenas 4,9% dos votos em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental , no nordeste do país, e ficar abaixo da barreira de 5% necessária para entrar no Parlamento regional.
A Alternativa para a Alemanha ( AfD ), de extrema direita, venceu com 38,3%, à frente do Partido Social-Democrata ( SPD ).
Após o resultado, a líder da AfD, Alice Weidel, afirmou à CNN que seu partido é “claramente o novo partido do povo na Alemanha”.
“Nós ultrapassamos a CDU, e as pessoas querem uma mudança de política”, disse ela, acrescentando que acredita “que a CDU não pode continuar com Friedrich Merz, com um chanceler fraco”.
Continua após a publicidade + À sombra do passado: avanço da ultradireita na Alemanha é sinal de alerta para a Europa Apesar da vitória, a legenda enfrenta dificuldades para governar os estados onde venceu, visto que os demais partidos rejeitam formar coalizões com ela.
Continua após a publicidade Em Berlim, a esquerda radical Die Linke liderou com 25% dos votos, enquanto a CDU ficou com cerca de 19%.
A AfD alcançou 16,3%, ampliando sua presença na capital em relação à eleição anterior.
Os resultados vieram apenas duas semanas depois de outra derrota da CDU para a extrema direita na Saxônia-Anhalt e aumentaram as dúvidas dentro do sistema político alemão sobre o futuro de Merz. ‘Desastre’ Apesar do duro resultado, o chanceler alemão descartou a possibilidade de deixar o cargo.
Em discurso no domingo, Merz classificou o desempenho de seu partido em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental como um “desastre”, mas afirmou que continuará como “presidente da CDU” e como “chanceler” .
“Assumo essa responsabilidade porque quero fazer nosso país avançar”, declarou.
Continua após a publicidade As derrotas expõem uma mudança mais ampla no cenário político alemão, com o avanço de partidos à direita e à esquerda das legendas tradicionais.
A AfD, que defende políticas migratórias mais rígidas e se opõe ao apoio militar alemão à Ucrânia, vem ganhando força sobretudo no leste do país.
Já em Berlim, o Die Linke se beneficiou principalmente da insatisfação com o custo da moradia e da alta dos aluguéis.
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