'Só fui ouvida depois de pagar pelo crime de outra pessoa', diz médica presa por engano em MS
'Ao todo, eu paguei pelo o crime de outra pessoa por 28 dias', diz médica presa por engano em MS Arquivo pessoal/ Ana Paula Nunes “Estou bem, me recuperando de tudo”.
É assim que Ana Paula Nunes dos Santos, de 27 anos, descreve como está após passar por quase um mês de uma situação que, segundo ela, começou com um erro de identificação e terminou com consequências pessoais e profissionais em Mato Grosso do Sul.
Médica é presa por engano em aeroporto e vive 21 dias de desespero em MS A moradora de Dourados, no sul do Estado, foi presa no Aeroporto Internacional de Campo Grande no dia 4 de agosto, quando voltava de férias da Bahia com o marido e a filha de apenas 6 meses. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Agora no g1 Ela conta que estava desembarcando quando foi abordada por dois agentes da Polícia Federal.
Segundo Ana Paula, os agentes a conduziram até uma sala e informaram que ela estava presa com base em um mandado relacionado à Lei de Organizações Criminosas.
Desde o primeiro momento, ela diz ter tentado explicar que havia um erro.
“Eu insisti que era a pessoa errada.
Entrei em desespero, porque no mandado constavam meu CPF e meu RG, mas o local de nascimento e o sexo estavam errados.
Eu falava que não era eu, mas não fui ouvida.” Separada da filha de 6 meses Segundo Ana Paula, mesmo diante da contestação, ela foi obrigada a assinar documentos e depois colocada em uma viatura.
O momento mais difícil, segundo ela, foi ser separada da filha.
“Me conduziram até a viatura, me separando da minha bebê de 6 meses e do meu esposo.
Ele ficou sem chão.” A família mora em Dourados e estava apenas desembarcando em Campo Grande após as férias.
O marido ficou do lado de fora tentando conseguir informações sobre a situação.
Ana Paula afirma que também pediu para amamentar a filha, mas não conseguiu ter contato com ela durante a prisão.
Segundo o relato, o marido permaneceu no carro em frente à 2ª Delegacia de Polícia de Campo Grande com a bebê, porque a família não tinha condições de procurar uma pousada naquele momento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.