Marcopolo: XP rebaixa recomendação e atualiza preço-alvo para R$ 5; POMO4 cai forte
A XP Investimentos reduziu a recomendação de compra para neutra para a Marcopolo ( POMO4 ).
Junto com a revisão, a casa também ajustou o preço-alvo para o final de 2027, indo a R$ 5 a ação, com um potencial de valorização de 10% em relação ao preço atual (R$ 4,53).
Até aqui, a ação já acumula queda de 23% no ano.
Desde a divulgação dos resultados do segundo trimestre, a POMO4 caiu 16%.
Já às 13h36 (horário de Brasília) desta quinta-feira (17), os papéis caíam 4,86%, a R$ 4,31.
Leia também Queda do preço das ações da Nike ameaça posição no Dow Jones Analistas atribuíram a exclusão a uma queda de 80% no valor de mercado da companhia Minério, frete e petróleo: quem sofre mais entre Vale, CSN Mineração e Usiminas? Enquanto algumas empresas contam com contratos de longo prazo e proteção contra oscilações de custos, outras estão totalmente expostas ao mercado à vista, tornando seus resultados cada vez mais sensíveis ao comportamento das commodities Com o momentum fraco de lucros esperado no segundo semestre, a XP acredita que o espaço para uma reprecificação mais significativa no curto prazo esteja limitado.
A expectativa é de que os múltiplos permaneçam comprimidos no período.
De acordo com a XP, as tendências operacionais mais recentes da companhia têm diminuído a visibilidade para uma recuperação da lucratividade no curto prazo.
A estimativa dos analistas é de um segundo semestre mais fraco, ante as expectativas mais otimistas da análise anterior.
Anteriormente, os analistas acreditavam que o Move Brasil 2 e um mix sazonalmente melhor, poderiam acelerar a produção da companhia no próximo semestre.
O que não tem se mostrado, especialmente, com base nos dados recentes de produção.
Durante o 3º tri, até o momento, a produção tem ficado cerca de 15% abaixo dos níveis do mesmo trimestre do ano anterior.
Conforme o relatório da XP, na verdade, o indicador tem desacelerado em relação ao padrão sazonal usual.
Cenário pressionado Com a apreciação do real, a fraqueza dos mercados internacionais e a inflação dos custos de insumos pesando, a XP acredita que as margens da Marcopolo mostrem uma queda entre um trimestre e outro.
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