Como o tráfico de animais silvestres no Ceará tem migrado de feiras livres para as redes sociais; veja mensagens
Como o tráfico de animais silvestres no Ceará tem migrado daa feiras para as redes sociais Traficantes têm se aproveitado da discrição nas redes sociais para anunciar a venda de animais silvestres.
Sem precisar expor o próprio rosto ou o nome, as plataformas viraram alternativa moderna para a prática criminosa, na tentativa de facilitar o contato entre traficantes e compradores, e também de fugir do radar das autoridades.
“Eles observaram que esse meio virtual é mais tranquilo, é mais seguro, porque eles não precisam se expor tanto, como quando [o tráfico] era feito há muito tempo atrás, nas feiras livres.
Então eles estão migrando para esse ambiente virtual”, explicou Saulo Gouveia, coordenador operacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Imagens recebidas pelo g1 mostram que os traficantes entram em grupos — principalmente de Facebook, WhatsApp e Telegram — e anunciam os animais que têm disponíveis para venda.
Nos grupos, os compradores (que também cometem crime; entenda mais abaixo) aproveitam para buscar os criminosos a partir das próprias demandas.
Perfis muitas vezes sem foto, com nomes aleatórios, enviam imagens e vídeos dos animais, alguns com os preços já informados, outros com o “valor no PV” - ou seja, informado apenas na conversa privada com o traficante.
Macacos, aves e répteis podem custar milhares de reais no “marketplace” do crime.
O g1 procurou a Meta (proprietária do Facebook e do WhatsApp) e o Telegram para comentar sobre o tráfico de animais silvestres nas plataformas, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
Veja as mensagens criminosas: Traficantes usam grupos de mensagens para vender animais silvestres.
Saulo Gouveia informou que o Ibama observa há, pelo menos, sete anos a migração dos traficantes que costumavam aproveitar as feiras livres para os grupos de mensagens e outras redes sociais.
A entidade, em parceria com outras autoridades, se reinventa para monitorar e combater essa forma mais tecnológica de cometer os crimes.
“Nós estamos trabalhando fortemente nessa linha, tanto de investigação, como também de fiscalização.
Estamos nos aprofundando, também nos readequando a essa nova realidade do ambiente virtual para tentar combater o tráfico de animais silvestres virtual”, complementou Saulo.
A Polícia Civil e o Ministério Público do Ceará (MPCE) também atuam no combate à comercialização ilegal de animais (veja mais detalhes abaixo).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.