Casas Bahia enfrenta ações de despejo de lojas e galpões logísticos
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A Casas Bahia enfrenta dezenas de ações de despejo movidas por proprietários e administradores de imóveis em diferentes cidades de São Paulo, além de notificações para rescisão ou vencimento antecipado de contratos de locação.
Os processos envolvem lojas instaladas em shopping centers e outros imóveis comerciais, além de galpões logísticos. Em documentos apresentados à Justiça no pedido de recuperação judicial , a varejista afirma que preservar os contratos de aluguel é essencial para sua sobrevivência financeira.
Segundo a empresa, as lojas físicas respondem por mais da metade de sua receita operacional, e a perda desses pontos comerciais poderia inviabilizar a continuidade das atividades durante a recuperação judicial.
Procurada pela Folha desde a manhã desta quarta-feira (19) por e-mail e celular, a Casas Bahia não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Um dos casos levados à Justiça envolve dois galpões logísticos ocupados pela Casas Bahia —em Contagem (MG) e em São José dos Pinhais (PR)— e pertencentes ao HSI Logística, fundo imobiliário administrado pela Apex Group e gerido pela HSI.
Em fato relevante divulgado na terça-feira (18), a HSI informou que os aluguéis referentes a julho foram pagos integralmente, mas os valores com vencimento em agosto ainda não haviam sido quitados. A gestora disse ter notificado a Casas Bahia sobre a inadimplência e afirmou estar preparada para adotar as medidas necessárias para preservar os direitos do fundo, incluindo uma eventual ação de despejo.
Esses dois imóveis foram incluídos pela Casas Bahia no pedido de recuperação judicial entre aqueles considerados essenciais à continuidade da operação. A varejista não havia, até então, manifestado intenção de rescindir os contratos ou desocupar os imóveis, segundo a HSI. No comunicado ao mercado, o fundo ressalva, porém, que até então não havia decisão judicial sobre o pedido de recuperação.
A Casas Bahia enfrenta ainda ações de despejo por falta de pagamento movidas em cidades como Osasco, Mogi das Cruzes, Cubatão, Guarujá, Diadema, Santo André, Jundiaí, Itatiba, Piracicaba, São Bernardo do Campo, Taboão da Serra, Marília, Itapevi, Ubatuba, Votorantim e Guarulhos, além de diferentes regiões da capital paulista. Dois processos são movidos por shopping centers.
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Advogados consultados pela Folha afirmam que a existência de dezenas de ações de despejo, porém, não permite concluir, isoladamente, que a Casas Bahia perderá sua rede de lojas. É necessário separar processos em andamento de desocupações efetivamente cumpridas e verificar, em cada caso, se a dívida é anterior ou posterior à recuperação e qual é a importância daquele imóvel para a operação.
A recuperação judicial não cria uma blindagem automática para os imóveis onde a Casas Bahia mantém suas operações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.