Conab eleva estimativa da safra de café para 67,6 milhões de sacas
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) elevou sua estimativa para a colheita brasileira de café em 2026/27 em quase 1 milhão de sacas, no seu terceiro relatório sobre a temporada, para 67,6 milhões de sacas de café beneficiado .
Esse volume representa um aumento de 19,6 % em relação ao ciclo passado, que era de bienalidade negativa.
O ciclo bienal é uma característica do cafeeiro, e consiste na alternância de um ano com grande florada, seguido por outro com florada menos intensa.
Essa característica natural permite que a planta se recupere para produzir melhor na safra subsequente.
Contudo, uma adversidade climática pode alterar o ciclo bienal.
Em comparação com a safra 2024, também de alta bienalidade, quando foram produzidas 54,2 milhões de sacas, a safra atual apresenta um aumento de 24,7%.
O resultado está relacionado à entrada de novas áreas em produção, ao crescente uso de tecnologias, de insumos e à combinação das condições climáticas mais favoráveis, diz a Conab no texto.
Arábica e conilon A produção de arábica está estimada em 48,2 milhões de sacas, 34,8% acima do volume colhido em 2025/26.
Já a produção de conilon é calculada em 19,4 milhões de sacas, com redução de 6,6%.
“No café conilon, o clima costuma exercer maior influência na produtividade, embora não se descarte a relação com a bienalidade.
Assim, estima-se uma acomodação da produtividade na safra 2026 em relação ao ciclo anterior, influenciada pelas condições climáticas, ao efeito bienal e pela produção recorde do último ciclo”, diz a Conab, no texto.
Área e produtividade A área total destinada à cafeicultura no país é de 2,35 milhões hectares, segundo acompanhamento da Conab, crescimento de 4,4% ante 2025/26.
Desse total, 1,95 milhão de hectares são direcionados para lavouras em produção e 402 mil hectares de área reservadas para lavouras em formação.
Das lavouras em produção, 1,57 milhão de hectares são de café arábica, enquanto 386,6 mil hectares ao café conilon.
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