Mulher destrói canavial e planta 119 mil árvores de mais de 10 metros de altura; uma década depois, animais silvestres circulam a região
Animais raros voltam a aparecer na floresta onde antes havia plantações de cana-de-açúcar, e hoje crescem árvores de mais de dez metros de altura e circulam animais silvestres.
A transformação aconteceu em Queensland, na Austrália, onde Annie Schoenberger liderou um projeto que resultou no plantio de mais de 119 mil árvores nativas ao longo de uma década.
A iniciativa começou em 2015, quando Annie procurou a organização ambiental Rainforest Rescue para recuperar uma propriedade próxima a Wonga Beach, na região de Daintree .
Com a participação de centenas de voluntários, o antigo canavial deu lugar a uma jovem floresta tropical , que passou a oferecer abrigo para espécies da fauna local.
Como 119 mil árvores transformaram um antigo canavial? A propriedade havia sido utilizada durante anos para o cultivo de cana-de-açúcar, atividade que substituiu parte da vegetação original.
Para recuperar o terreno, Annie contou com o apoio da Rainforest Rescue, que ajudou a organizar o plantio de mudas de mais de 150 espécies de árvores nativas.
Os primeiros mutirões aconteceram em 2016 e reuniram moradores e voluntários.
Com o passar dos anos, as árvores cresceram , a vegetação se tornou mais densa e áreas de mata antes separadas pelo antigo canavial passaram a ficar conectadas.
O projeto também incluiu a recuperação de uma área úmida, contribuindo para a criação de novos ambientes para a fauna.
Em maio de 2025, o último grande mutirão reuniu 183 participantes, que plantaram 3.300 árvores em apenas 25 minutos.
Leia Mais: Mercado de soja deve seguir sustentado por compras da China e clima Café arábica cai pelo segundo dia em Nova York com oferta brasileira Oferta global de milho deve permanecer apertada, aponta StoneX Ao todo, a iniciativa recuperou aproximadamente 18 hectares de vegetação, o equivalente a cerca de 25 campos de futebol.
Animais raros voltam a aparecer na floresta Com o crescimento da vegetação, o terreno passou a oferecer mais alimento e abrigo para aves, mamíferos e outros animais silvestres.
Um dos registros mais significativos aconteceu em 2018, quando um jovem casuar-do-sul, ave nativa das florestas tropicais australianas, foi observado na propriedade.
Segundo a Rainforest Rescue, foi o primeiro registro da espécie ao sul do Rio Daintree em mais de 40 anos.
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