Após adiar leilão, União prepara R$ 212 milhões para manter Malha Oeste
Em meio ao impasse entre o governo federal e a concessionária Rumo, que administrou a Malha Oeste por 30 anos até junho de 2026, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) prepara a contratação de uma empresa para executar serviços de manutenção, conservação e vigilância da ferrovia por até 36 meses.
O valor máximo previsto é de R$ 212,55 milhões.
Conforme apurou o Campo Grande News , a empresa será contratada por meio do Edital nº 416/2026 (25936149), com abertura das propostas prevista para esta semana, em 24 de setembro.
O prazo de execução será de até 36 meses, com “suspensão imediata no momento da lavratura de um novo contrato de concessão”.
A contratação ocorre enquanto a Malha Oeste está sem operação ferroviária regular e apresenta trechos com estrutura deteriorada.
Com recursos do Orçamento da União, o valor máximo estimado da contratação é de R$ 212.547.641,96, distribuído entre sete lotes que abrangem uma extensão total de 1.972 quilômetros.
O edital prevê ainda serviços sob demanda, de forma que, segundo o DNIT, “o montante efetivamente executado poderá ser inferior ao valor máximo estimado”.
Em Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste tem 1.243 quilômetros de extensão.
A autarquia federal não informou se a contratação é voltada somente para a conservação da infraestrutura ou se inclui a retomada da operação ferroviária comercial.
A previsão é de que o contrato seja encerrado ou suspenso caso uma nova concessão seja formalizada.
A nova concessão da Malha Oeste vem sendo adiada após sucessivas revisões de estudos e do modelo de licitação.
O governo federal chegou a trabalhar com diferentes cenários para o futuro da ferrovia e, em maio de 2026, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou novas versões do edital e do contrato.
Mesmo assim, o novo leilão não foi concluído antes do fim da concessão de 30 anos da Rumo, em 30 de junho.
Pelas novas previsões o certame deve ocorrer em 2027.
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